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5. Candida: O Paradoxo Diagnóstico
As candidíases
localizadas, como as formas muco-cutâneas, esofagite e infecção
do trato urinário (candidúria) não representam
necessariamente uma séria ameaça à vida do
paciente e, na grande maioria dos episódios, não ocorre
disseminação hematogênica. [8] Porém,
existe sempre a possibilidade disto ocorrer, dependendo da relação
que se estabelece entre o microrganismo e o hospedeiro. Fatores
de risco adicionais clássicos são: internação
em unidade de terapia intensiva, uso de cateteres venosos centrais,
prescrição de antibióticos de amplo espectro,
diabetes e diálise.
O diagnóstico
de candidíase disseminada apresenta dificuldades. A melhor
ferramenta é a hemocultura, porém ela tem valor limitado.
Até mesmo em pacientes com neutropenia grave ou imunossuprimidos,
com suspeita forte de candidemia, as hemoculturas são positivas
em cerca de 50% dos episódios. [9] Estão sendo estudadas
estratégias diagnósticas não baseadas em hemoculturas,
mas ainda não foi encontrada alternativa fidedigna.
Existem algumas pistas
diagnósticas que, embora infreqüentes, podem ser úteis
em pacientes selecionados. Lesões nodulares cutâneas
podem acontecer em pacientes imunocomprometidos com candidemia e
claramente indicam invasão da corrente sangüínea
e consequentemente a disseminação. A biópsia
das lesões confirma o diagnóstico. Imagens radiológicas,
tomografia computadorizada ou ressonância magnética
também pode ser úteis ao identificar lesões
disseminadas no pulmão, fígado, baço, ou rim,
embora os achados não sejam patognomônicos.

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