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16. Uma Nova Classe de Antifúngicos:
os Peptídeos
Pela primeira vez
em muitos anos, uma nova classe de antifúngicos, as candinas,
está sendo desenvolvida. Elas inibem a síntese da
parede celular do fungo, sendo chamada analogamente de "penicilina
para fungos". O seu alvo de ação, a enzima (1,3)-beta-D-glucan
sintase,[49] não está presente nas células
dos mamíferos. Pelo contrário, tanto os poliênicos,
como os azólicos agem em uma membrana celular comum aos fungos
e mamíferos, explicando assim, a toxicidade destes agentes.
As candinas em desenvolvimento
incluem a caspofungina (antigamente MK-991) e o equinocandina LY-303,366
e FK-463. Todos são fungicidas contra todas as espécies
de Candida,[43] sendo também ativas contra o Aspergillus.
[49]
A caspofungina é
o primeiro agente em desenvolvimento. É ativa contra espécies
de Candida e Aspergillus,[50] inclusive as cepas resistentes
aos azólicos de primeira geração. [51] Em ratos
também foi eficaz contra o histoplasma e o Pneumocystis.
[52] Não apresenta atividade in-vitro contra Fusarium,
Rhizopus e Paecilomyces. [50] Por apresentar uma baixa
biodisponibilidade por via oral, só estará disponível
como medicamento por via parenteral. Esta droga está atualmente
nas fases II e III dos ensaios clínicos. A LY-303,366 e a
FK-463 são duas equinocandinas sob investigação.
Seus espectros de ação são semelhantes ao da
caspofungina.

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