O Desafio das Infecções Fúngicas no Século XXI


15. Novos azólicos

Novos azólicos, uma segunda geração de triazólicos, estão sendo desenvolvidos. Eles oferecerão um espectro mais amplo de atividade comparado aos triazólicos atualmente disponíveis. Em particular, eles são ativos contra Candida krusei, uma espécie freqüentemente resistente ao fluconazol.

Voriconazol é um derivado de segunda geração de fluconazol ativo contra várias espécies de Candida [43], apresentando atividade mais potente que o fluconazol contra as espécie de Candida, inclusive a C. krusei [44] Ele também demonstrou in-vitro atividade contra espécies de Aspergillus resistentes à anfotericina B[45], como também contra uma variedade de fungos filamentosos. [46] Um estudo em pacientes com aspergilose invasiva demonstrou resposta completa ou parcial à administração intravenosa, seguida pela oral, de voriconazol. Também apresenta um perfil de segurança satisfatório. Estará disponível para administração duas vezes ao dia por via oral ou intravenosa.

Ravuconazol (BMS-207,147) também é um derivado de segunda geração do fluconazol. Tem um largo espectro de atividade, particularmente contra espécies de Candida. [43] Esta droga apresenta biodisponibilidade oral adequada. Ensaios clínicos deste agente estão sendo realizados no momento.

Posaconazol (SCH-56962) é atualmente um derivado do itraconazol sob investigação. Tem um perfil de segurança excelente e é eficaz in-vitro contra muitas espécies de Candida[43] e também apresenta ação contra o Fusarium, em experimento animal. [48] Este agente está na fase de ensaios clínicos avançados.

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