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11. O Desafio do Diagnóstico
Não existe
nenhum teste diagnóstico rápido e preciso que permita
confirmar com certeza a presença de doença fúngica
invasiva. A menos que o clínico considere logo esta possibilidade,
a doença pode progredir rapidamente enquanto o paciente é
tratado agressivamente com antibióticos de amplo-espectro.
É difícil o diagnóstico diferencial entre muitas
infecções fúngicas e bacterianas.
A microbiologia básica
é freqüentemente adequada para o diagnóstico.
Com a ausência de biópsias de tecido, as culturas fúngicas
nem sempre são positivas na presença de doença
invasiva. Além disso, as culturas positivas não significam
definitivamente a presença de doença invasiva, pois
elas podem representar colonização. Todavia, em pacientes
que são imunossuprimidos, a positividade da cultura é
altamente correlacionada com doença invasiva. [26] Assim,
em um paciente de alto risco, a cultura positiva deve ser considerada
infecção até que se prove o contrário.
Imagens radiológicas
podem ser úteis em certas situações. A radiografia
e a tomografia computadorizada podem ajudar identificando precocemente
infecção por Aspergillus. [27] A aspergilose
pulmonar pode se manifestar como áreas focais de consolidação
reticular, nódulos pulmonares, lesões cavitárias,
um sinal de ar crescente, ou um "halo" em tomografia computadorizada.
[28] Um sinal de halo, uma área de baixa atenuação
(densidade aumentada) ao redor de uma lesão nodular pulmonar
em um paciente neutropênico ou com transplante de medula óssea
é altamente sugestiva de aspergilose. [27] Porém,
em pacientes com transplante de órgãos sólidos,
o significado do sinal do halo não foi estabelecido.
Em um estudo, a tomografia
computadorizada realizada inicialmente em pacientes neutropênicos
febris com infiltrado radiológico pulmonar, com suspeita
de aspergilose, identificou sinais de halo em 92% dos pacientes
com esta doença, reduzindo o tempo do diagnóstico
de 7 para 1,0 dias. [29] Estes casos foram logo submetidos a tratamento
antifúngico associado ou não a ressecção
cirúrgica das lesões pulmonares, com cura ou melhora
acentuada em 72% dos episódios. Os melhores resultados foram
atribuídos ao diagnostico e tratamento precoce.
Tanto os métodos
sorológicos como a pesquisa de antígenos fúngicos
a partir do seu DNA podem ajudar a fazer o diagnóstico precoce
e mais específico. Porém, a utilidade clínica
dos testes sorológicos para a infecção fúngica
não foi estabelecida. A sensibilidade e a especificidade
são freqüentemente inadequadas, com testes falso positivo
e reações cruzadas. Por exemplo, o teste sorológico
para o antígeno do Aspergillus pelo método
ELISA pode ser associado com uma taxa de falso positivo de quase
10%. [30] A sensibilidade do teste PCR pode depender da extensão
de invasão de doença, tendo maior positividade nas
doenças invasivas do que quando localizada, por exemplo nos
pulmões. [31] A biópsia da lesão, cultura e
o exame histológico permanece um componente importante para
acompanhamento e diagnóstico da infecção fúngica.

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