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Fórum do CCIH » 63. Gerenciamento de resíduos de serviços de saúde » Classificação de resíduos e uso de lixeiras diferenciadas « Anterior Próximo »

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Enviado em Segunda, 20 de Agosto de 2001 - 5:17 pm:   

63.3: Tenho algumas dúvidas com relação à utilização de lixeiras e cores dos sacos plásticos em determinadas áreas hospitalares, por ex.: um apartamento. Deveria haver dois locais para destinação do lixo, um com saco plástico branco leitoso e outro com saco plástico comum? Outro ex.: no centro cirúrgico onde há lixo, digamos administrativo (papéis), devo considerar todos os resíduos como contaminados?
 

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Enviado em Segunda, 20 de Agosto de 2001 - 5:18 pm:   

A dúvida quanto a distribuição das lixeiras, para os vários tipos de RSS é muito comum e reflete a variedade de situações que se observa nos diferentes tipos de hospitais, que se organizam de forma diferente, de acordo com suas características. Tomando o exemplo da unidade de internação, o apartamento difere da enfermaria de vários leitos, a clínica geral da cirúrgica e da pediátrica, até o comportamento do paciente e suas exigências variam. Isso interfere com a localização, tamanho e tipo da lixeira usada. Todas as unidades do hospital geram lixo administrativo, embalagens e outros resíduos do tipo comum, que será depositado em lixeira forrada com saco plástico de qualquer cor (menos o branco, reservado para os RSS infectantes), e identificada de forma diferente das usadas para resíduos infectantes.
Particularmente, não recomendo a permanência das lixeiras de RSS infectantes junto ao leito do paciente, especialmente nas unidades com muitas visitas ou com vários leitos por quarto. Isso também deve ser evitado nas internações pediátricas e de doenças mentais. Por outro lado, existe o problema de retornar esses resíduos a sala de serviço, após um curativo ou medicação, especialmente com as seringas, que podem cair das bandejas de curativo e ferir o profissional. Para evitar isso, podem ser usados pequenos coletores especiais, adaptados à bandeja de curativos, ou coletores de perfuro-cortantes, do tipo inviolável (por enquanto só existem os importados, muito caros), junto aos pacientes.
Como regra geral, as lixeiras para RSS infectantes (saco branco e identificação com o símbolo) devem estar sempre próximas dos locais onde o resíduo é produzido, mas preferencialmente em locais sob supervisão de funcionários. As lixeiras para resíduos comuns devem ser abundantes, em todas as unidades, utilizando-se inclusive lixeiras específicas para recicláveis, quando for possível esse tipo de separação. Observar que, mesmo no CC, deve-se optar por ter duas lixeiras nas salas de serviço, RPO ou mesmo salas de cirurgia, mas se o pessoal não estiver muito bem treinado para a separação, então será melhor simplificar o processo, mesmo que parte dos resíduos comuns acabe sendo encaminhada como infectante (nunca o inverso). Deve-se então buscar, a partir da conscientização do seu pessoal, um aprimoramento gradual, visando a redução dos infectantes através de uma melhor segregação. Isso resultará em mais segurança e economia no manejo dos RSS no hospital.
Vital Ribeiro
 

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Enviado em Segunda, 20 de Agosto de 2001 - 5:19 pm:   

O ideal seria termos recipientes para lixo comum e contaminado, já que nós e os clientes não geramos só resíduos contaminados nos apartamentos, porém minha experiência me obrigou a usar só sacos brancos, porque nem todos os clientes têm conhecimento sobre o assunto, torna- se difícil orientar à todos (e eu usava o espaço da tampa para pregar adesivos com explicação de que tipo de lixo destinar a cada lixeira).
Já no Centro Cirúrgico, como em outros setores foi proveitosa a separação, mesmo assim não abro mão do recurso de identificação da tampa do recipiente (é mais fácil orientar os funcionários). Ex: Saco Branco para materiais que tiveram contato com paciente (gaze, chumaço, algodão, etc) Saco preto para materiais que não tiveram contato com paciente (impressos, invólucro de materiais, tampa, agulha, etc).
Tenho experiência com recicláveis também, aqui no Hospital Unimed de Piracicaba e no Leito Dia para AIDS, estou as ordens.
Marcia Fuza
 

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Enviado em Segunda, 20 de Agosto de 2001 - 5:19 pm:   

Sugiro dar uma olhada: no Regulamento Técnico Sobre Diretrizes Gerais Para Procedimentos de Manejo De Resíduos De Serviços de Saúde, encontra na ANVISA (também pode ser acessado a partir da nossa página principal)
Mirian
 

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Enviado em Segunda, 20 de Agosto de 2001 - 5:20 pm:   

Até março, quando deixamos o SCIH de um hospital do Município, desenvolvemos um trabalho padronizando as cores, baseados na Resolução CONAMA 05/93 e no Decreto Municipal 8531/97 da Prefeitura de Vitória (ES), da seguinte forma:
1 - Saco branco leitoso - para isolamento, unidades críticas, centro cirúrgico e materiais que entrem em contato com sangue ou secreções;

2 - Saco preto - para unidades de internação, áreas administrativas e demais onde se produza resíduos comuns;
3 - Saco azul - para restos de preparo de alimentação no SND.
Adotamos um sistema de dose unitária, onde o profissional responsável pela medicação transporta as doses dos respectivos horários em um carrinho, que contém caixa para pérfuro cortantes e saco branco. Para os pequenos curativos, "encapamos" a cuba ou bandeja com saco branco e ali vamos depositando os resíduos. Ao terminarmos, ainda de luva, "desencapamos" o recipiente dando nó na boca do saco e o transportamos até a lixeira do posto destinada a este tipo de resíduo, retirando as luvas que também são colocadas ali.
Para as áreas de circulação foi enviado um projeto à direção do hospital para serem colocadas lixeiras identificadas nas cores padrão (azul, vermelha, amarela e verde) com o objetivo de facilitar a segregação e reciclagem dos RSS. No deposito final ou "lixeira" colocamos 4 (quatro) containeres, com capacidade para atender a geração do hospital, plotados, em toda a sua frente, da seguinte forma:
1 - adesivo na cor branca, com a simbologia de infectante, identificado RESÍDUO INFECTANTE;
2 - adesivo na cor preta, com desenho de um homem colocando o lixo na lixeira, identificado com RESÍDUO COMUM;
3 - adesivo na cor azul, com desenho de um sanduíche, identificado com RESÍDUO ORGÂNICO;
4 - adesivo na cor verde, com desenho de um carrinho de mão, identificado com RESÍDUO DE OBRAS.
Assim ficou mais fácil para as equipes de higiene e limpeza do hospital e de limpeza urbana da prefeitura.
Recentemente escrevi uma monografia sobre RSS que pode ajudar. Coloco-me a disposição aqui na Unimed Vitória.
Rosemere Carrareto
 

Enferdarc (Enferdarc)
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Mensagem Número: 1
Registradas: 8-2006
Enviado em Quinta, 24 de Agosto de 2006 - 12:54 pm:   

oi gostaria de saber com relação ao uso de agulhas e seringas,sabemos q apos o uso nao se pode fazer o reencape da agulhas contaminadas,porem no hospital onde trabalho recebi orientação da equipe de CCIH q as agulhas devem ser colocadas na caixa de perfuro cortantes e as seringas no saco destinado ao lixo hospitalar.Dai vem minha duvida:devo reencapar as agulhas,mesmo correndo riscos de me contaminar,e desconecta-la da seringa dando destino como eles sugeriram ou devo desprezar tudo dentro da caixa de perfuro cortantes.

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