tadeu: Pessoal, estamos hoje recebendo o Dr. Nelson Ribeiro Filho, editor do livro Infecção Hospitalar e suas Interfaces na Área da Saúde. Tudo bem Nelson?
Nelson: Está tudo bem, aqguardando o nosso papo.
tadeu: já acionei e gravação e podemos começar.
tadeu: Vou fazer a primeira pergunta. nelson, qual sua maior preocupação em termos de resistência microbiana nos hospitais?
Nelson: Temos acompanhado um crescente aumento da resisitência. Várias são as bactérias que preocupam, mas acho que devemos ter atenção especial para o S. aureus, Enterococcus e Pseudomonas.
tadeu: Por que?
Mirian: Nelson, sou enfª coord da CCIH/SCIH no hospital onde trabalho, e infelizmente no momento estamos sem médico, mas nos próximos dias se deus quizer vamos ter uma infecto, so queria que vc esclarece minha duvida não que eu va tomar alguma conduta porque sou enfª so para conhecimento Pcte com osteomilite crônica, com MRSA, alergico a Vanco, substituido por, zyvox , durante 14 dias após suspenso e começaram c/ targocid, dizem que vai tomar por 3 mese 400mg 1x ao dia, so que foi feito cultura e deu negativo, no primeiro resultado era sensível a vanco e amoxacilina, eu gostaria de saber se vanco é sinonimo de Tto p/ osteomilite, mesmo as culturas dando negativa ?
tadeu: Olá marco, tudo bem? estamos hoje recebendo o Nelson e temos como tema principal a resist~encia microbiana e a prescrição de antibióticos
Nelson: Com relação ao Enterococcus pelo crescente isolamento de germes resistentes à Vancomicina, podendo contribuir para o aparecimento de resistência no Staphylococcus. Em relação à Pseudomonas devido ao grande número de cepas somente sensíveis à polimixina. E em relação à grande freqüência de casos que estes germes causam, sendo os mais importantes em muitas topografias.
marco: oi,Tadeu, oi Mirian, oi Nelson. Estou aqui de novo
Mirian:
tadeu: é bom nos encontrarmos toda semana, pelo menos. Eu estive em Recife dando umas aulas e voltei agora há pouco
Mirian: Olá Marco tudo bem ?
Nelson: Mírian, a maioria da osteomielites são causadas pelo S. aureus. Neste caso, acho que o resultado da cultura foi negativo porque o paciente já estava em uso de antimicrobiano. Grande parte, mas não todas as cepas sensíveis à Vancomicina Também são à Teicoplanina. Deverá fazer uso por 4 a 6 meses da droga, com acompanhamento clínico e laboratorial.
tadeu: Mirian e Marco, vamos nos apresentar para o Nelson. Eu ele já conhece
tadeu: Boa noite Bertolin
Mirian: Tadeu de uma olhadinha eu já me apresentei, talvez vc não notou, so não falei que era de Joinville....rs
Mirian: Oi Bertolin , tudo bem ?
Bertolin: Boa noite a todos
marco: Eu sou infectologista do Hospital Santa Teresa da congregaçào de Santa Catarina de Petropolis. Trabalho com scih ha 13 anos. Nossa que numero cabalistico!
tadeu: o 13 está na moda.....
marco: ou petista!
tadeu: estamos hoje recebendo a visita do Nelson para discutir principalmente antibióticos e resistência microbiana
Nelson:
Bertolin: Bem deixe me apresentar: Sou da Fundação de Medicina tropical do Tocantins e Professor da Faculdade de Saúde do ITPAC tb no Tocantins
marco: Nelson, na semana passada fiz uma pergunta ao Adler sobre a grande resistencia que algumas cepas do grupo cesp tem apresentado as cef de quarta, e outros antibioticos de amplo expectro. vc acha que esta aparecendo uma cepa de resistencia ampliada aos betalactamicos no grupo cesp. vc tem visto isto ai em S.P.?
tadeu: deu tilte no meu computador. já volto
marco: que tombaço!
tadeu: cai mesmo!!!!......
tadeu: nelson, sua conexão também caiu?
Nelson: Marco, infelismmente eu não saberia te informar. Acho bastante possível. Não tenho observado nos hospitais que acompanho.
Nelson: A conexão não, tropeço só na digitação, infelizmente.
tadeu: não precisa caprichar Nelson.
Nelson: Nem conseguiria, se quizesse
tadeu: como voce ve a resistencia dos fungos e a validação do antifungiograma?
tadeu: olá Vital, tudo bem?
marco: como esta a situação dos vre ai em s.P.?
tadeu: olá lourdes, boa noite
Vital: oi Tadeu... oi para todos!
tadeu: hoje estamos com o Nelson discutindo antibióticos e resitência microbiana.
Nelson: Com o aumento das drogas disponíveis para o seu tratamento, acho cada vez mais necessário o antifungiograma (que nome!). Acho que isso será cada vez mais disponível.
Lourdes: Doutor Nelson, alei federal numero 6.437 de 20 de agosto de 1977, fundamenta legamente a expedição pelo ministériop da saude de intruções e normatizações sobre C.I.H.?
tadeu: A lei federal é de 1997 e a portaria é a 2616 de 1998.
MLemos: Boa noite !!
Lourdes: mas, minha pergunta É referente justamente alei de 1977
tadeu: Olá Katya e Mlemos. è bom encontar novamente com voces.
Nelson: A Portaria define, entre outras coisas, responsábilidades governamentais no controle de infecção.
MLemos: Tadeu e todos, é sempre bom este encontro. Lamento que hoje ficarei por pouco tempo . O tema é quentíssimo !!
tadeu: eu acho que a Lei Federal de 1997 que obriga os hspitais a terem CCIH e o programa de controle de infecção revoga as disposições em contrário. A portaria foielaborada para orientar o cumprimento da Lei
marco: Nelson, como esta a situação do enteroco resistente a vancomicina em SP?.
tadeu: Sempre é bom dar uma "participadinha".
Mirian: Ola MLemos, com vai as pequenas missionárias ?
MLemos: Nelson, a minha questão é sobre o uso de drogas "novas". Os laboratórios financiam muitas pesquisas, principalmente os grandes estudos. Isto cria um forte viés nas meta-análises. Que papel vc acredita caber aos órgãos gov e não gov ?
Nelson: Eu tenho visto um crescente isolamento de cepas resistentes. Não tenho informação de toda a cidade, mas em um dos hospitais é maior de 10%.
tadeu: Concordo plenamente com essa observação do Mlemos. Pra piorar esses "pesquisadores" são muitas vezes financiados para divulgar suas "descobertas" em todos os congressos. Tome pressão para prescrição dos "antibióticos da moda".
marco: Caramba, é muita coisa!
tadeu: existem as comissões de ética em pesquisa aprovadas pelo MEC, mas acho pouco diante dos interesses envolvidos
Nelson: MLemos, acho esta questão fundamental. A indústria está hoje com forte ligação com os centros que produzem ciência, como as Universidades. Precisamos de maior independência, maior isenção.
MLemos: Miriam, toda caminhada é difícil, fé é importante e nisto as freiras são imbatíveis. Naõ sei a experiência do "missionário" Tadeu, mas acho que as corporações de saúde religiosas não são a vanguarda, mas tem a vantagem de errar menos.
tadeu: na minha opinião isso é muito sério mesmo. Principalmente tendo em vista o próprio documento da OMS que pede cautela no uso de antibióticos.
Mirian: Nelson, pcte c/ MRSA ainda faz descolonização com mupricina a 2% se fizer qtos dias ? Se faz o banho c/ clorexedine degermante qto tempo ? Ainda faz swab nasal, inguinal e axilar ? faz a cultura de controle após 7 dias ? Qual o Tto correto ?
Nelson: Marco, eu tive um surto de Germes resistentes, e lembro que são somente de cepas isoladas em IH.
Thiago: Olá pessoal. De volta ao encontro semanal... Boa noite.
tadeu: Mirian voc~e leu o artigo que colocamos recentemente no site, discutindo esse tema?
Mirian: MLemos, concordo plenamente contigo, os hospitais onde elas estão é mais calmo e abençoado ! Pelo menos a experiência que tive
tadeu: olá Thiago
marco: Acredito que deveria ser feito pela ANVISA uma politica de antibioticos a ser divulgada a nivel nacional para que todos pudessem trabalhar com a mesma linguagem. Tenho visto os trabalhos divulgados pela internet pela anvisa e acho que sao muito bons
MLemos: No congresso Brasileiro de Curitiba, ficou a proposta do modelo Brasil. Entre outras coisas a aprovação da Comissão de Ética da ABIH, deverá ser implementada pelo novo presidente.
Thiago: Dr Nelson, gostaria de fazer uma pergunta: como devo abordar médicos não-infectologistas salientando-os a importância de se pensar em indução de resistência por prescrições 'exageradas'?
tadeu: acabamos de fechar com o George em Recife e ele vai participar do nosso chat dia 27 deste mês e vai discutir esse tema.
tadeu: o tema da ética em CCIH
MLemos: O trabalho dos Prof de CCIH é árduo. Acho perda de tempo discutir consensos. fiquei feliz, quando vi o documento que está sendo distribuido pelo Colégio Bras. de Cirurgiões, enfocando ATB
tadeu: eu acho que antes de cada palestra o palestrante deveria dizer se tem algum vínculo ou financiamento com algum laboratório. Aqui na APM chamamos de conflito de interesse.
Nelson: Thiago, bo anoite. Acho que existem várias formas. Acredito que uma que pode ser tentada é com a divulgação de trabalhos científicos sobre o tema.
Thiago: Olá MLemos, tudo bem? Também vi esse consenso e fiquei bastante feliz. Pena que ninguém segue, né...
tadeu: consenso não existe. è só comparar os vários pocket books disponíveis.
valeria: Olá Tiago, sou infectologista e ainda não conheço o consenso em que estão falando
Nelson: Tadeu, infelizmente poucos assumem esta ligação ou pensam que porque não recebem salário não têm vínculo.
Thiago: Fico impressionado qto ao ímpeto dos médicos (outros que nós infectologistas) em prescreverem antibióticos e parece ser completamente aleatório, sem nenhuma diretriz lógica... Olá Valéria, é um encarte que o CBC distribuiu entre os filiados. As condutas são bastante 'plausíveis'. Pena que ninguém segue...
MLemos: Não é consenso utilizar a ATBprofilaxia por tempos reduzidos ??
valeria: como posso ter acesso a este consenso?
tadeu: uso profilático dá pra padronizar utilizando estudos bem feitos e até meta análise, mas uso terapêutico a influência dos "pesquisadores" vinculados à indústria e suas fantásticas novidades é muito grande.
Thiago: Então, Mlemos... E o pessoal insiste em prescrever por vários dias, achando que está protegendo o paciente e o que me impressiona é que você explica que isso aumentar o risco de resistência e eles nem ouvem, continuam fazendo... Valéria, caso queira, posso te enviar (mas terá que ser por correio pois não tenho cópia digitalizada...)
tadeu: Concordo com voc~e Nelson. Mas deveria ser obrigatória na apresentação do palestrante a afirmação de qualquer vínculo que repercuta em dinheiro, com a indústria.
marco: os antibioticos profilaticos já sao um consenso mundial, so que ainda existem cirurgioes que acham que o antibiotico apos 24 horas pode trazer beneficios. É dificil convencer alguns
Thiago: Marco, acho quase impossível, principalmente cirurgiões pois a maioria acha que é D'us... (risos)
marco: só nos resta o famoso bloqueio na farmacia que gera alguns transtornos
Thiago: Graças a D'us, este problema eu não tenho pois os cirurgiões do hospital onde faço CCIH são completamente abertos e aceitam aquilo que você explica...
MLemos: Já que ATB-PFX é consenso, não caberia ao MS / ANVISA normatizar. O CFM já fez isto ( e o livro do Tadeu e do Nelson tb) rsrs. Vou pedir pro CBC mandar um para cada colega. rsrs
valeria: Thiago este consenso não está publicado em alguma revista
marco: vc é um previlegiado , Thiago!
Thiago: Em relação aos bloqueios na farmácia, é até possível fazer em hospital público. Mas, e em hospital privado...? Valéria, este consenso está publicado em encarte do próprio CBC. Talvez se você entrasse no site do Colégio Brasileiro de Cirurgiões e solicitasse o encarte, eles enviariam para você...
tadeu: o endereço do site do CBC está em nossa página de links
valeria: Muito obrigado
MLemos: Thiago vc é o T. Coelho ??
Thiago: Amén, Marco. O problema maior reside nos colegas que não são chefes mas que insistem em tomar as condutas que bem entendem...
marco: Quando a administração e a direção tecnica bate o pé junto com o scih a coisa anda muito bem
Thiago: Sou eu, Mlemos...
Thiago: Lá de SJC...
Thiago: Mlemos, você conseguiu falar com o Eduardo Guccio?
tadeu: o que voces acham do papel dos convenios em relação a prescrição de antibióticos?
MLemos: Trabalhamos na mesma cidade e com os mesmos médicos. Não vejo esta adesão. Melhorou, mas falta muito ...
Nelson: Se existe um consenso, este é sobre o tempo reduzido de antibioticoprofilaxia, porém nas demais situações nem sempre é fácil encontrar padronizações reproduzíveis. Concordo que o problema não é padronizar, mas como implementar a padronização.
Thiago: Concordo, Mlemos, mas os tais médicos até seguem o que peço, ou melhor, imploro (nem sempre... - risos)
valeria: Acho que devemos sempre manter nossa prescrição independente dos convênios pois quando ocorre algum problema que responde pelo paciente é o médico e não o convênio
tadeu: este mundo é pequeno, mas cabem muitas bactérias resistentes.....
marco: As famosas glosas tem feito a coisa andar ultimamente. ja existem convenios que nao pagam distorcoes médicas e quem paga a conta e o hospital
Thiago: Vejam isso aqui: trabalho em um hospital em SP (UTI) e tem um médico que acha que todo e qualquer paciente que, por um acaso, possa estar imunodeprimido por qualquer razão (ele me falou que qualquer pct em UTI é passível disso)...
tadeu: consigo concordar tanto com a Valeria como com o tiago
Nelson: Tadeu, caiu a minha conexão. Estou de volta.
marco: no Rio ja tem hospitais com infectologistas analisando a prescricao de antibioticos, e que exigem do hospital uma politica de antibiotico
MLemos: O auditor me vê, na prescrição remédios mais caros que o ouro. O nosso papo pode ser futebol, política, tudo menos ATB. Alguem tem a experiencia de ter sido contactado oficilamente por um convênio no sentido de organizar uma política de uso racional de ATB ?
Thiago: deva receber fluconazol profilático. Expliquei-lhe que isso só vai selecionar a Candida resistente e ele não entende e insiste prescrevendo... O que deveria ser feito aí, já que ele lê artigos que falam das vantagens de tal conduta e, como se acha esperto, insite no erro (que para ele, é certo. Eu que sou errado). O que acham?
tadeu: Nelson clique em log do chat e veja o que estamos discutindo agora. O papo está muito interessante.
Thiago: Acho legal o convênio exigir seriamente uma justificativa plausível para prescrição de ab. O problema é: da mesma maneira que cerceiam a liberdade do tampa do cirurgião (ou qualquer outra especialidade que seja), podem cercear-nos (nem sei se é assim que escreve esta palavra... - risos)
tadeu: o máximo que a gente é contatado é para não prescrever antibiótico de "terceira geração para cima".
MLemos: Nelson 3 perguntas curtas : cefoxitina. / Cefepime x Ceftazidima. / Preocupa-me a Cefalotina no pronto socorro e ambulatórios
Thiago: Isso é um problema, Dr Tadeu... Deveria ser feito um protocolo, atualizável, e que devesse ser seguido pelos médicos... Ou melhor, cada hospital deveria ser exigido de ter um protocolo para prescrição de abs. Acho que assim funcionaria...
tadeu: Inclusive não haveria por que negar antibióticos caros, mas necessários para o paciente.
marco: Essa semana eu tive um problema com o convenio que nao aceitou a prescricao de anfotericina lipossomal para um paciente com meningite criptocica que fez alteracoes na ureia e creatinina com o fungison.
Thiago: Exatamente...
MLemos: Edutânia chegou !!! Viva a nossa Anfitriã Curitibana !!!
ale: vvvvvvvvvvviiiiiiiiiivvvvvvvaaaaaaaaaa
tadeu: e daí vc assim mesmo precreveu o produto ou desistiu
EDUTANIA: Ola Marcos, tudo bem com vc?
marco: eu prescrevi
Thiago: O que vocês acham que pode ser feito para evitar ao máximo a prescrição inadequada de abs em hospitais particulares? Acho que é a maior dificuldade que existe. Qdo trabalhei em hospital público, conseguia controlar melhor os ab que em hospital particular...
tadeu: o medicamento foi dado ao paciente? quem pagou a conta?
marco: o hospital comprou a briga
tadeu: ainda bem. Essa é uma indicação clássica desse medicamento e não há o que discutir
Thiago: Exatamente o que o hospital deveria fazer...
Nelson: Tadeu, caiu a minha conexão, estou de volta.
MLemos: Tadeu, besteira barata pode. Correto caro, não pode. Os ditados populares, estes sim são consenso "O barato sai caro" .Vou prescrever 5 kefflins ou então vou fazer chumbo grosso
Thiago: Todavia, a maioria dos hospitais manda você se virar...
Thiago: Engraçado é que os hospitais particulares acham o máximo medicamentos caros pois eles vendem para o convênio... Isso é muitíssimo errado, na minha opinião...
tadeu: Tá na hora de comites de ética discutirem essa interferncia indevida nas prescrições. Se prejudicar o paciente quem será o responsável?
marco: eu tambem converso com a familia. Acho que desde que estejamos respaldados tecnicamente nao ha o que discutir
MLemos: Gosto muito de comparar o preço do ouro +/- 35 R$ e os carbapenemos +/- 60R$ de 6 em 6 horas 14 dias
Thiago: Sempre quem é responsável é o médico. Assim, acho muito mais sensato deixar claro na evolução que não foi você que prescreveu aquilo, que o convênio interferiu...
Nelson: A maioria dos hospitais particulares já não têm esta visão de vender o mais caro, porque os convênios sabem quanto custa o atendimento e estão cobrando eficiência e custo.
tadeu: mesmo assim se prejudicar o paciente, é o médico responsável quem paga o pato.
Thiago: Exatamente Marco. Respaldo científico é o que interessa, o resto não tem pressa (parafraseando a Escolinha do Professor Raimundo)
Thiago: É verdade Dr Nelson. Mas mesmo assim há administradores e administradores. Um amigo meu trabalha em um hospital na região de São José do Rio Preto que exige que ele sugira sempre o mais caro...
tadeu: Isso mesmo Nelson. O conv~enio compara os custos entre os hospitais e evitam ou criam dificuldades para os hospitais e profissionais mais "careiros". Interferem na relação médico paciente instituição.
Thiago: Acho que temos que exigir do hospital comprar a briga. Ainda, temos que informar ao paciente que queremos tal coisa e que o convênio fez outra, algo assim; jogar a m- - da no ventilador...
Nelson: Estes estão fadados a desaparecer. Não acredito na força da lei de mercado, mas neste caso a questão é de viabilidade econômica de uns e de outros.
Thiago: Sempre pensar na relação médico-paciente. Mais vale uma família ao seu lado que contra...
Thiago: Tento sempre deixar as coisas claríssimas para que não haja dúvidas em relação à conduta, o porque de isso e daquilo.
marco: acontecem algumas coisas tambem que temos que estar atentos. na minha politica de antibioticos sugiro sempre que se evite o uso de cef de terceira, porem algumas vezes tive que conversar com o medico que olha o antibiograma, ve que existe sensibilidade a essas drogas e entra direto com drogas com expectro ate mais amplo, é um problema...as vezes o pessoal esquece o bom senso
tadeu: transparencia e informação são fundamentais na relação medico paciente.
Thiago: O que vocês pensam em relação à fazer protocolos 'personalizados' para hospitais? Refiro-me, para cada hospital onde você trabalhar, desenvolver protocolos de prescrição de AB baseados na microbiota local, distribuí-los para o corpo clínico e sempre insistir em falar acerca de tais protocolos ao conversar com os colegas?
MLemos: Nelson, como vc vê a banalização das Cefalosporinas. Tenho um material sobre consumo de atb nos EUA, lá eles usam muito macrolídeo
Thiago: E qual o papel que pode ser desempenhado pelo laboratório no sentido de tentar influenciar a prescrição de determinados ABs?
marco: eu acho o antibiograma direcionado uma coisa muito interessante
MLemos: Thiago vc tem laboratório de microbiologia que lhe permita esta proposta ou se baseará em terapia empírica ?
Ilka: boa noite!
Thiago: Exatamente Marco. Mlemos, acho que nós que fazemos controle lá em SJC poderíamos nos reunir e tentar 'exigir' dos laboratórios que nos servem certas benfeiturias para que pudéssemos trabalhar melhor isso. O que você acha?
tadeu: boa noite
marco: Eu e a Denise criamos para o laboratorio um protocolo de antibiograma direcionado que tem funcionado muito bem, mas as vezes o colega viaja
Thiago: Qual o lab que presta serviço nos hospitais onde vc trabalha, Mlemos?
MLemos: Dudu, espero que vc já tenha motivos para retornar ao sorriso habitual. Desejo-lhe isto do coração. Manda um beijão para a Terezinha.
Thiago: Acho que isso que você fez, Marco, é excelente e é plausível, caso se tenha afinidade com o pessoal da Microbiologia.
Nelson: Temos tentado acabar com a moda da prescrição de Cefalo de terceira, mas não é fácil. Acho que temos muitas opções. Os protocolos farão parte da vida de todos os médicos, mas mais uma vez eu digo que nada adianta fazer protocolos se você não tem uma política de acompanhamento, inclusive com índices que possam mensurar a adesão, e também para verificar os resultados após a implantação.
MLemos: Thiago, Implantamos a automação plena no Municipal e agora vamos aperfeiçoa-la no próximo comodato
Thiago: Dr Nelson, como medir a adesão? Através do controle dos ABs que saem na farmácia?
Thiago: O que é automação plena?
Thiago: Vocês trabalham com o Oswaldo Cruz, Mlemos?
marco: somente agora com a informatizaçao da farmacia ligada em rede com o scih estamos conseguindo melhores resultados. Agora ligamos em rede tambem o laboratorio ao scih o que tem sido muito bom
Thiago: Refiro-me ao de SJC (não o de Taubaté)...
Thiago: Fantástico, Marco!!!!! Onde você faz controle?
MLemos: Nelson, esta semana participei de uma reunião sobre implantação de protocolos. Falei exatamente isto, precisamos de métodos de controle
marco: em Petropolis. Hospital Santa Teresa
tadeu: A melhor maneira de mensurar consumo de antibióticos é pleo cálculo do DDD.
Thiago: Ah, só um adendo: alguém conhece a Cris Nicoletti? Hoje assisti a defesa de tese de mestrado dela, lá na Medicina (USP - SP). Muito legal!!! Foi sobre pneumococos em HIVs.
Ilka: tadeu DDD?
marco: ddd?
Thiago: Legal, Marco. Parabéns. Gostei mesmo da informatização. Isso apressa as coisas e nos poupa para fazermos outros trabalhos no SCIH...
Nelson: Thiago, depende de qual protocolo você implantou. Se foi de profilaxia, você pode verificar o consumo de determinado antibiótico utilizado, você pode acompanhar a taxa em cirurgia limpa, e assim por diante. Se foi de terapêutica, você pode verificar o tempo médio de internação para uma determinada doença, etc.
Thiago: Vocês implementaram ficha de controle de antimicrobianos nos seus hospitais? Como foi a adesão? Tentei implementar em hospital público onde fazia CCIH e foi complicado... Obrigado Dr Nelson.
tadeu: dose diária definida. Relaciona volume total precrito ao total de diárias hospitalares, dando um valor relativo que pode ser melhor empregado para comparações e avaliação sequencial da instituição.
MLemos: Thiago, estamos com o Bactec e o mini-Api. Vamos substituir o mini-api. Agora, temos meis seletivos. Foram 10 anos de luta
Thiago: Dr. Nelson, o senhor faz o controle no Alvorada, né?
marco: tenho muito problema com a ala de ortopedia. Alguem tem experiencia com infeccoes ortopedicas?
Thiago: Sério Mlemos?! Puts, difícil, né... O problema é provar que compensa gastar mais com o Bactec e ter resultados mais confiáveis e mais rápidos. Eles não entendem...
MLemos: Tem também o DDT, discar direto "pro" Tadeu. rsrs
Ilka: hihi
Ilka: hihi
marco: interessante, Tadeu!vou me informar sobre isto
marco: acho que preciso comecar com o ddt
Thiago: Dr Nelson, já trabalhei lá em Moema e achei muito boa a ficha principalmente em relação à prescrição dos ABs restritos, como Vanco, que exigem contato direto com vocês... Isso realmente faz o pessoal não querer prescrevê-los e, aqueles mais insistentes acabam por telefonar e seguir a orientação por achar que aquilo é sério e pode sobrar problemas para ele...
gilberto: Tadeu uma ccih deve pedir para se utilizar primeiro uma vanco para depois sim utilizar o tienam?
tadeu: pera lá DDT é inseticida e muito tóxico.....risos
Thiago: Vanco vs Tienam? Como assim?
Nelson: Isso, eu e o Tadeu estamos no Alvorada. Nós temos um controle de alguns antibióticos através de ficha de liberação, mas também controlamos com liberação somente com autorização por um médico do SCIH. Acho que a Ficha so tem sentido se você fizer periodiacmente uma avaliação da prescrição e um retorno para os médicos.
MLemos: Tenho proposto a retirada inflexível+/- do material de síntese. Trabalho em um Hospital que é referência de trauma para a Via Dutra. Temos muitos casos que prevenimos com os fixadores externos.
Thiago: É. Mas ficou muito legal... Até já conversei contigo por fone, pedindo vanco, se não me engano ( : >)
Thiago: Só que faz tempo...Uns três anos...
MLemos: DDT mata até MACRÓBIOS, coitado dos micróbios. rsrs
Thiago: E via que o pessoal ficava descabelando-se para prescrever qualquer antibiótico e achava aquilo o máximo pois controlava o uso dos ABs...
marco: o problema é quando o medico pede para a secretaria preencher a ficha do antibiotico. isso é o fim!
Thiago: Eles fazem isso mesmo... Já vi isso, Marco... ( ; (
gilberto: No hospital em que trabalho muitos médicos utilizam antibióticos de terceira e quarta geração sem antes de ter utilizado um antibiótico com keflin ou quemicetina por exemplo. Com racionalizar a utilização das cefalosp.?
marco: tem médico que vai trabalhar no hospital com a secretaria. elas fazem tudo, ate a prescricao de medicamentos enquanto o medico ve outros doentes.é o fim!
Nelson: Porisso eu volto a questão da relação médico/paciente. Nós devemos interferir, sempre de forma ética, preservando o paciente, não permitindo que o médico possa tudo em nome desta relação.
Thiago: E quando te pedem aval, você faz, sugere fazer isso ou aquilo e o cara não segue... Simplesmente deixo de acompanhar, apesar do peso de consciência... O Dr Jacyr Pasternak faz sempre assim...
Ilka: gilberto isso reaalmente [e um grande problema..................
Thiago: Bem pessoal, estou indo... Preciso fazer um montão de coisas ainda e já são quase onze horas...
gilberto: Estou inicando agora em uma CCIH acredito que tenho muito que parender com vcs>
tadeu: Thisgo, boa noite e parece que está tudo certo para nossa palestra aí em SJC
Thiago: Dr Tadeu, confirmado então para o dia 13?
Thiago: E para o churrasco? Vai ser legal, né...
marco: 13 de novo! que numero cabalistico!
tadeu: Gilberto se inscreva em tudo que tem no site (boletim, chat e fórum) que vc poderá trocar muita experiência e se atualisar.
MLemos: Gilberto, vejo problemas no diagnóstico. TCE, na Vent. Mecânica, devemos esperar ter a pneumonia." Não concordo com iniciar com o mais fraco e ir subindo"
tadeu: tudo certo, inclusive o churrasco.
Thiago: Abraços a todos, boa noite. Ah, Mlemos, vamos começar a fazer reuniões específicas sobre CCIH, o que você acha? Sei que vocês fazem reuniões mensais sobre infecto. Mas nunca pude ir... Gostaria muito de poder conhecê-los todos (em SJC)...
MLemos: Reunião aberta ??
gilberto: Ñ~tenha dÚvida tadeu....
Thiago: Beleza, Dr Tadeu...
gilberto: COMO RESOLVO ILKA?aLGUMA SUGESTÃO, COMO POR EXEMPLO CRIAÇÃO DE PROTOCOLOS?
tadeu: eu gostaria de encontar todos meus amigos de SJC?
Thiago: Não, reunião fechada, somente os controladores de infecção hospitalar. Seria muito legal podermos trocar experiências, apresentar trabalhos, organizar grupos de estudo, preparar protocolos para todos os hospitais de SJC, etc, etc.
marco: poderiamos marcar uma reuniao da turma do chat 1 vez por ano. que vcs acham?
Thiago: Lógico Dr Tadeu. Achei a idéia genial, Marco.
Thiago: Que tal se pudéssemos fazer uma reunião em SJC, com a participação de todos ( : )?
gilberto: O problema MLEMOS é que mesmo depois do resultado do antibiograma eles continuam com as balas para matar elefante...
marco: é só marcar que eu estou nessa!
Thiago: Vamos pensar sobre isso, Mlemos? Formaríamos um grupo de estudos sobre CCIH...
Ilka: gilberto sinceramente e meio dificil controlar trabalho em um hospital aonde encontramos muita resis"tencia com rela;aao a muitas coisas...............
gilberto: tambem estou nessa.....
Thiago: Reuniões frequentes, troca de estatísticas, condutas padronizadas...
gilberto: principalmente no churrasco....
Ilka: rsrs.desculpem,formatei mais uma vez meu pc e o teclado ainda n esta legal
tadeu: Quem é mais resistente: médicos ou bactérias. Existem sinergismos entre esses fatos?
Thiago: mÉdicos!!!
gilberto: médicos.....;
Thiago: Os caras são difíceis...
Ilka: gostaaria muito de participar das reunioes.mas moro um pouquinho longe..Ba......rs
Thiago: São teimosos e acham que sabem tudo...
gilberto: muito dificil...
tadeu: onde Ilka?
gilberto: sem rancor tadeu...
Thiago: Ba, tchê, nada é tri-longe assim...!
Ilka: thiago.......com certeza
marco: mas quando o bicho pega fala pra familia chamar o infectologista. so no finalzinho
Thiago: Já morei no RS qdo cça, em Santa Maria. Mas não me lembro muita coisa...
Ilka: hehe.pra quem trabalha como eu e sim.............aainda mais agoraa com a ultimaa greve que houve da universidade,estamos com tudo atrazado,nao posso me ausentar (
gilberto: existe algum curso agendado em sampa? ou interior?
MLemos: Dia 23 de novembro, com o apoio da DIR - SJC (Secret. Est. de saúde). O foco será a equipe de enfermagem. Será o IV Encontro Valeparaibano de Infecções Hospitalares. Já tivemos em SJC o Tadeu no 1º, o Walter Tavares no 2º, o Plínio Trabasso no 3º e agora, financiamento zero e prata da casa .
Thiago: Acho que fui... Mlemos, pense sobre isso que propus... Acho que seria legal...
Ilka: thiago..vc ta pensando que sou do RS?
Ilka: thiago..vc ta pensando que sou do RS?
Thiago: Posso ir assistir? Não sabia disso... Então já está organizado o grupo...LEGAL!!!!
Thiago: Ilka, sim.
Thiago: Não é não?
Ilka: kkkkkkkkkkkkkkkk BA eu falei..........................bahia,mas precisamente Ilheus,terra de Jorge Amado
MLemos: Nelson , o que vc acha do receituário azul de psicotrópicos. Não seria legal o receituário "verde " para ATB. Daria para definir o perfil de consumo (pessoal, regional, nacional )
Ilka: kkkkkkkkkkkkkkkk BA eu falei..........................bahia,mas precisamente Ilheus,terra de Jorge Amado
gilberto: vcs acham importante os colegas médicos requisitarem a avaliação de um infecto no inicio de um antibioticoterapia?
Thiago: Mlemos, acho essa idéia legal... Já venho falando nisso há algum tempo...
Ilka: Mlemos nossa adorei essa ideia
Nelson: Acho que poderia ser uma idéia. Temo que encontraria uma grande resistência para a implantação.
gilberto: com seraia a aceitação dos outros médicos?
Thiago: Sim, Gilberto. O problema é que a 'superioridade' dos médicos não os permitem solicitar avaliação... Imagine, no início ele pode resolver... (Ledo engano; só complicam...)
MLemos: Os convites estarão sendo entregues esta semana. Todos os hospitais da região serão convidados pela DIR (quem convida é o que fiscaliza) (estratégia de marketing ???)
Thiago: Conhece o Dr Artur, otorrino?
marco: pessoal, vou dormir agora. Nelson, obrigado pelas explanações!
Thiago: Ilka: foi para você a pergunta (desculpe, esqueci de identificar o destinatário)...
MLemos: nâo vejo esta rejeição ao azul. Quando os ventos da mudança sopram, alguns constroem abrigos, outros, moinhos...
marco: Tadeu, cade vc?
Ilka: thiago que pergunta?desculpe.n entendi
Thiago: Isso aí, Mlemos. Acho a idéia perfeita.
Nelson: Foi um prazer Marco. Estou a disposição para trocar experiências no controle de IH>
tadeu: to pulando entre as salas
Thiago: Ilka, se você conhece o Dr Artur, otorrino de Ilhéus...
marco: abraços a todos!
Ilka: thiago que pergunta?desculpe.n entendi
MLemos: Um abraço a todos. Viva o Botafogo !!!! Tô indo...
Thiago: Fui... Minha esposa já tá reclamando...(Risos). Abraços a todos. Ilka, se vc conhece o Dr Artur, otorrino de Ilhéus...
Thiago: Ilka: Vc conhece o Dr. Artur, otorrino de Ilhéus??
Ilka: thiago....Artur?sinceramente nao,em que hospital ou clinica ele atende?(volto a pedir desculpas,pois meu pc estaa horrivel,n consigo escrever corretamente)
tadeu: Bem Nelson, gostaria que vc deixasse suas impressões finais pela participação no chat. Afinal já passam das 11 horas.
Ilka: thiago....Artur?sinceramente nao,em que hospital ou clinica ele atende?(volto a pedir desculpas,pois meu pc estaa horrivel,n consigo escrever corretamente)
gilberto: os produtos utilizados -para higienização das mãos é o sabonete. degermante e solução alcoolica?
Thiago: Deixa prá lá, Ilka. Obrigado, de qualquer maneira... Era besteira mesmo o que iria te perguntar... (Risos). Boa noite.
MLemos: Tenho muita esperança no trabalho que pode ser desenvolvido pela ABIH, APECIH, como motivadores do Programa Nacional.
Thiago: Tchau...
Ilka: minha conexao esta pessima....mando aas msgs e elas n vao
Nelson: Tadeu, achei a experiência bastante interessante. Gostei de acompanhar as diversas questões que foram levantadas, mas confesso que ainda tenho alguma dificuldade com esta forma de discussão. Vou participar dos próximos, para poder ficar em contato e trocar idéias com todos.
tadeu: obrigado a todos que participaram deste chat que foi muito profundo em suas discussões e deve ser lido por todos que não puderam estar aqui conosco.
Ilka: gente,vou indo tb,conexao pessima,boa noite a todos e obrigado
tadeu: Nelson, não se preocupe com isso, todos estão aprendendo a "chatear". risos
tadeu: Boa noite pessoal e obrigado mais uma vez. Vou providenciar a gravação da seção
Mirian: Boa Noite
Nelson: Um abraço a todos.