Marcelo

Wednesday, the 26th of November 2003
  tadeu: boa noite Marcelo. temos grande satisfação em recebê-lo hoje em nosso chat para discutirmos infecção hospitalar em pediatria

  Alcides: Boa noite a todos da sala

  tadeu: olá Alcides, tudo bem?

  Alcides: Tudo na paz

  marcelo: Estou contente em poder debater assuntos referentes à infecção hospitalar em pediatria.

  tadeu: oi Daniela, fez boa viagem até Vitória?

  Daniela: Olá, boa noite a todos

  Daniela: Fiz ótima viagem, Tadeu, obrigada

  Alcides: Como andam as bactérias emtermos de infeção infantil?

  tadeu: gostamos muito de conhecê-la, agora esperamos que um dia que o Alcides esteja por aqui a gente também se encontre. Fizemos um almoço no shopping que estava muito bom. O convite tá feito viu...

  Daniela: Achei ótimo também. Só acabei não anotando o e-mail da Alessandra e não deixei o meu com ela...

  Alcides: As gram negativas versus gram positivas

  marcelo: Na verdade o perfil das bactéria depende do hospitalonde o paciente se encontra internado. É fundamental o conhecimento da flora local. não se esqueça dos vírus que também são importante em pediatria.

  tadeu: Daniela, eu acho que o E-mail dela está registrado aqui em ver perfil, vou dar uma olhada e já confirmo....

  Alcides: Sim porem o virus não se isola nem cresce na rotina laboratorial

  Alcides: Ja as bacterias se pode quantificar

  Alcides: Ou seja isolar

  marcelo: alcides as bactérias também dependerão do sítio de infecção. Assim infecções de corrente sanguínea há predomínio das gram positivas em relação às gram negativas; em infecções urinárias prevalecem as gram positivas bem como em infecções pulmonares.

  tadeu: por incrível que pereça não encontrei seu registro nos perfis. Amanhã peço para ela lhe enviar um E-mail.

  Alcides: Em uti tb predominam as gram positivas?

  Daniela: Não encontrou? Que pena...

  marcelo: em relação aos vírus temos além da cínica as provas antigênicas (rotavírus e vírus sincicial) que podem confirmar o diagnóstico.

  tadeu: mas encontrarei ela amanhã e tudo se resolve...

  Daniela: Há predomínio de gram positivas em infecções urinárias?

  marcelo: Na UTI do Hospital São Paulo há predomínio dos gram negativos, sendo as leveduras responsáveis por 10 a 20% das infecções.

  Alcides: Usualmente os virus detecta-se mais a partir da doença de base e na experiencia do clinico

  Alcides: O senhor falou qye predominava gram negativos em UTI?

  Alcides: Leveduras são fungos

  Alcides: Usualmente Candida Albicans

  marcelo: Não eu falei que na UTI do Hospital são paulo predominam as bactérias gram negativas. Cada unidade apresenta seu perfil, por isso é fundamental a vigilãncia destas unidades de alto risco.

  Alcides: Ok

  Daniela: Acho que ele quis dizer que os fungos tem essa prevalência...

  marcelo: em relação aos fungos (leveduras) atualmente Candida albicans e não albicans aparecem na mesma incidência.

  Alcides: Escherichia coli deve ser uma das mais isoladas?

  Alcides: UTI neonatal?

  marcelo: Na verdade em relaçãoàs bactérias gram negativas identificadas Klebsiella pneumoniae, Pseudomonas aeruginosa e A. baumanni são mais frequentementes isoladas em IH em pediatria.

  Alcides: Tem sido isolado Criptococcus neoformans em LCR?

  marcelo: Sim UTI neonatl e UTI pediátrica também, frequentemente produtoras de beta lactamases de amplo espectro.

  Alcides: Dr a microbiologia é automatizada?

  Alcides: Ou seja Multirresistentes

  marcelo: Não. a neurocriptococose ocorre principalmete em pacientes imunosuprimido principalmenete com AIDS, sendo menos frequente em pediatria que em pacientes adultos.

  marcelo: No hospital são paulo temos o BACTEC há cerca de 10 anos.

  Alcides: Entre os gram positvos ja isolaram Enterococcus faeciun ou faecalis?

  Daniela: Realmente, tive uma experiência muito restrita com berçário e uti neonatal. mas o que observei no Hospital das Clínicas foi esse mesmo perfil bacteriano.

  Daniela: E também não tive a oportunidade de presenciar nenhum caso de neurocriptococose pediátrica.

  marcelo: Sim e eventualmente resistente à vancomicina, principalmente em pacientes com derivação ventrículo-peritoneal e uso prolongado de antimicrobianoos.

  Alcides: faecium

  Alcides: Então ja se tem caso de ERV?

  marcelo: na enfermaria de pediatria tivemos alguns casos de neurocriptococose, mas o amis interessante foi uma criptocococose pulmonar em paciente com AIDS identificada em hemocultura e cultura do derrame pleural.

  marcelo: sim já tivemos em pediatria dois a três casos de ERV, felizmente sensíveis a outros antimicrobianos.

  tadeu: hosptais exclusivamente pediátricos apresentam bactérias com perfil diferente das isoladas em unidades pediátricas de hospitais gerais?

  Daniela: sim, na enfermaria do Instituto da Criança também pudemos observar criptococose. Mas na UTIN, eu não vi.

  Alcides: Resistentes a vancomicina?

  marcelo: Há poucos exclusivamente hospitais pediátricos, porém mesmo em hospitais universitários como o Hospital são Paulo observamos que alguams bactérias como P. aeruginosa e S. aureus apresentaram menor resistência quando comparados com unidade adultas.

  Daniela: Acredito que os hospitais de São Paulo de uma maneira geral vêm apresentando este perfil de resistência de enterococo... quando resistentes à vancomicina, preservam a sensibilidade aos outros antimicrobianos

  Alcides: Pois na automação em microbiologia é muito comum erros de identificação de Espécies e avaliação do tSA

  Alcides: eSPECIALMENTE EM erv

  Alcides: Se o isolado foi um Enterococcus resistente a vanco ele é miltirresistente

  tadeu: os ERV isolados em meus hospitais também preservam a sensibilidade à penicilina, por exemplo. Felizmente só os encontrei em unidades de pacientes adultos até agora

  Daniela: Ah sim, mas o nosso laboratório do HC é realmente muito confiável. Elas são extremamente cuidadosas!

  chrys: boa noite!

  Daniela: Alcides, talvez em termos de definição de multirresistente eles sejam classificados dessa maneira,,, mas quando instituído o tratamento, temos uma excelente resposta com ampicilina e gentamicina, por exemplo.

  Alcides: SE resistente a vanco outras drogas serão ineficazes contra o Enterococcus spp

  marcelo: se o paciente apresenta cultura com ERV deve-se mantê-lo em isolamento.

  tadeu: boa noite Chrys hoje estamos recebendo o Dr. Marcelo e discutimos infecção hospitalar em pediatrias

  Daniela: Não é de fato o que observamos na clínica

  Alcides: In vitro esta abordagem do TSA esta estranha?

  marcelo: Não se ERV pode-se utilizar outras drogas na dependência da sensibilidade.

  Alcides: E mesmo na clinica?

  marcelo: alcides o que é TSA?

  Daniela: O que pude observar é que essas cepas resistentes a vancomicina, no HC, eram mais resistentes a gentamicina, porém mantinham sensibilidade a estreptomicina

  Alcides: Teste de Sensibilidade Antimicrobiana,mais connhecido como ATB

  tadeu: essas siglas...risos...

  Daniela: hehehe, tive bastante dificuldade com elas quando estava em SP...

  Alcides: Então quando se isola um Staphylococcus aureus multirresistente se usa vanco?

  CarlosQuadr: Boa Noite a todos!

  Daniela: é diferente, o perfil de sensibilidade do s. aureus resistente a vanco apresenta resistência in vitro tb a outros antimicrobianos

  tadeu: Oi Carlos, tudo bem? hoje vc foi mais fantasmagórico que a Daniela....

  marcelo: Quando identificamos S. aureus resistente á oxacilina a opção é a utilização de um glicopeptídeo (vancomicina ou teicoplanina0 ou linezulide (há poucos trabalhos em pediatria)

  CarlosQuadr: ?

  tadeu: os casos que eu observei não em pediatria de VRE que eram sensíveis invitro a ampi ou peni reagiram bem a estas drogas

  CarlosQuadr: Tudo bem, Dr Tadeu. Porque fantasmagórico?

  tadeu: você foi o c que entrou e saiu brevemente?

  CarlosQuadr: sim, cliquei "c" ao invés do meu nome...

  Alcides: O senhor esta confundindo oxacilina resistente com multirresistente

  tadeu: certo

  marcelo: felizmente não temos observado S. aureus resistente à vancomicina no Brasil

  tadeu: Carlos vc sabia que vamos fazer uma festa de amigo secreto no curso?

  CarlosQuadr: fala TJ!

  tadeu: oi Timóteo, tudo bem?

  tjunior: boa noite a todos

  Daniela: Ainda bem... seria uma catástrofe!

  Alcides: Linezulide é uma dorga nova

  CarlosQuadr: Não sabia, Dr Tadeu!

  tadeu: Carlos vc perdeu uma aula ontem. Disseram que foi a melhor até hoje

  tjunior: ola tadeu , tudo bem

  marcelo: Não quando se define S, aureus resistente à oxacilina por definição é denominado multirresistente.

  tjunior: boa noite carlos

  Alcides: Como,no Hospital onde trabalhei isolei MRSA

  Daniela: A linezolida utilizamos naqueles casos de enterococos que apresentam resistência in vitro não só à vanco, mas também aos demais antimicrobianos

  tadeu: tudo bem, cade a ala feminina do curso gente. Será que elas tão bronqueadas com a gente (ou cheias, sei lá)?

  Daniela: que, felizmente são a minoria

  Alcides: Sim a oxacilina e não aos glicopideos

  tadeu: as menias ou a linezolida? risos....

  marcelo: MRMA ésignifica meticilino resistente(atb utilizado nos EUA da mesma família da oxacilina então aqui denominamos OXA R

  CarlosQuadr: Dr Marcelo, alguma dica p/ convencer os colegas de que oxa é melhor que vanco, desde que o S. aureus seja sensível? É duro ter que discutir que caso grave não significa necessidade de vanco...

  Daniela: não estava me referindo à ala feminina, mas aos enterococos multirresistentes

  CarlosQuadr: mesmo pq elas são maioria!

  chrys: desculpem não podeer participar, mas certamente perderei a excelência de todos os chats. boa noite, obrigada!

  chrys: desculpem não podeer participar, mas certamente perderei a excelência de todos os chats. boa noite, obrigada!

  Daniela: Carlos, principalmente num hospital repleto de ortopedistas

  marcelo: Ao que você poderia dizer è que O MIC da oxacilina é elhor que o da vancomicina para S. sensíveis e que ocorrerá menor tole`~ancia ao antimicrobiano. Mas é uma parada dura. Boa sorte.

  tadeu: crhys tem mesagem rpa vc na sala privada

  marcelo: daniela na UTI pediátrica já é muito difícil.

  tadeu: mirian se vc ler este caht depois a Chrys está precizando falar com urgência com você

  Alcides: No mundo se alstra o MRSA e o VRE só no Brasil isso não ocorre?

  Daniela: Não temos ainda VRE no Espírito Santo, por exemplo... E mrsa tem em qualquer lugar... são verdadeiras pragas!

  Alcides: Realmente somos um Pais de muita sorte

  Daniela: Só no hospital em Santo /an

  marcelo: Alcides quem falou que não temos MRSA no Brasil, nâo fui eu. Você está confundindo MARSA com GISA.

  Daniela: Só no hospital que trabalhei em Santo André é que não tinha mrsa

  Daniela: ahhh

  CarlosQuadr: Acho que VRE é questão de investigar

  Daniela: Também achava, Carlos, mas realmente não temos.

  CarlosQuadr: Daniela, sou de Santo André e não conheço hospital sem MRSA aqpor aqui!

  Daniela: Quando aparece qualquer enterococo a nossa microbiologista testa tudo o que pode!

  Daniela: O hospital é o São Pedro

  CarlosQuadr: não precisa dizer mais nada...

  Daniela: não tinha MRSA, não como o mais prevalente, ainda podíamos usar a oxa até o resultado do antibiograma

  Alcides: Eu não estou confundindo Estaf intermediARIO A VANCO COM Multirresitente

  tadeu: Marcelo atualmente vc está na CCIH do hospital infantil Candido Fontora. Como é CCIH em hospital pediátrico?

  Alcides: Por gentileza então me esclareça

  tadeu: Timóteo vc já tiropu seu amigo secreto?

  Daniela: hehehe, vc conhece o São Pedro, Carlos?

  CarlosQuadr: Falando nisso, em época de rotavírus não fica uma bagunça dizer se det cç tem infecção rota hospitalar ou comunitária?

  marcelo: Nossas preocupações são em relação a surtos de patógenos virais (varicela, vírus sincicial respiratótio, rotavírus, influenza) e debactéria gram negativas ESBL em unidades neonatais. As visitas muitas vezes são as fontes de infecção e temos de ter cuidado com brinquedotecas.

  CarlosQuadr: sim, a famosa BP de Santo André... Aliás da janela de casa dá pra ver o hospital (moro bem perto dele)

  Daniela: Alcides, acho que a confusão aconteceu porque vc disse que os mrsa e os vre estão se alastrando no mundo todo...

  tjunior: ja tirei tadeu , agora aguardamos a festa ...

  CarlosQuadr: se tirou o meu TJ?

  Alcides: Não seriam os própios profissionais da saude os maiores vetores?

  marcelo: Não. Se a infecção ocorreu até 3 dias da internação é comunitária caso contrário é hospítalar. Em um hospital particular tivemos um caso de IH por rotavírus em um PO de apendicectomia que quase foi reoperado.

  tadeu: aguardamos sugestões, se não vai ser na pizzaria de sempre.....

  Daniela: Não fiquei muito tempo lá, Carlos. Logo que montamos todas as rotinas, me transferiram p/ o ps

  tjunior: vai saber né carlos ..

  Daniela: e o que fizeram com elas depois, eu não fiquei pra ver

  CarlosQuadr: é por isso que vc não viu MRSA, Daniela (he,he)

  tadeu: Carlos, então de uma dica pra seu ou sua amiga secreta, do que vc gosta?

  marcelo: alcides os profissionais são os principais vetors de IH só que em áreas pediátricas devido ao grande numero de acompanhantes as visitas também se tornam vetores importantes.

  tadeu: eles fugiam da janela do Carlos?????......

  CarlosQuadr: gosto de trabalhar pouco e ganhar muito (brincadeira!!!)

  Daniela: sim, Dr Marcelo, aquela velha história também das mamães solidárias é um problemão muito difícil de resolver.

  Alcides: Os gram negativos de espectro ampliado quando isolados se faz o TSA?

  tadeu: o duro é transformar isso em presente....

  tjunior: tadeu , segunda feira vou dar uma dica de um local ...

  tadeu: vou dar uma sugestão, vamos centrar nossa discussão mais em unidades pediátricas. Teremos breve um chat com a Dra. Flavia Rossi e daí essas questões microbiológicas poderão ser discutidas

  tadeu: ótimo, fico aguardando....

  Daniela: acho uma ótima sugestão, Tadeu! Quando vai ser mesmo?

  tadeu: daqui ha duas semanas

  Daniela: estarei aguardando... nessa minha visita relâmpago a sp nem consegui falar com ela!

  tadeu: agora ela está na Austrália, acho....

  tadeu: mas volte mais vezes

  CarlosQuadr: quem?

  tadeu: vc precisa conhecer o meu hospital

  tadeu: a Flavia Rossi

  marcelo: As mães solidária devem ser orientadas que muitas vezes está "solidariedade" podem trazer infecção. Outra coisa que se pode fazer é colocar na entrada de enferamrias e berçários cartazes explicando que visitas doentes não devem entrar na unidade.

  Daniela: Pra falar a verdade eu nem consegui descer até a microbiologia!

  CarlosQuadr: que lugar da Austrália?

  Daniela: qual deles tadeu?

  tadeu: na Austrália, não no meu hospital (as vezes cruza tudo no chat, pior que infecção hospitalar)

  tadeu: ai já demais Carlos.... ela pode estar também na Austria, vc sabe como eu sou...risos....

  Daniela: não, tadeu, vc disse que "vc precisa conhecer o meu hospital"... quem e qual deles?

  tadeu: o Santa pra começar. Vc só conheceu a CCIH e o restaurante do Shopping

  Daniela: Ah sim!

  Daniela: Eu gostaria de ter tido tempo pra conhecer a Cris.

  tadeu: quanto à brinquedoteca, quais recomendações?

  Daniela: (e o restaurante do shopping eu já conhecia... rs)

  tadeu: então a próxima visita poderia ser no SEPACO. que tal?

  Daniela: combinado!

  CarlosQuadr: Marcelo, no meu hospital a "psicóloga" ficou p. da vida comigo por que falei da brinquedoteca (desinfecção dos brinquedos, etc). Alguma sugestão sobre esta questão?

  tadeu: Daneila o povo de Vitória é que tá virando fantasma??????

  Alcides: Vcs fazem controle bacteriologico de superficies?

  tadeu: Carlos ela não era a Paula, né. Pergunte pro Timóteo o que os alunos do curso acham dela

  Daniela: A Flavinha tá de plantão... e a Rafaela está grávida! E os filhotes de ambas são umas doçuras, porém muito ativos, se é que vc me entende... rs

  CarlosQuadr: Essa é pra vc, Timóteo!

  tadeu: Timóteo o Carlos quer uma vaga no Mauauense heim, já tá fazendo passes......

  marcelo: Em relaçõa ás brinquedotecas deve-se evitar brinquedos de pelúcis, preferir brinquedos de plástico de fácil limpeza. não é necessária a desinfecção dos brinquedos e sim limpeza. deve-se realizar desinfecção de bancadas. Apesar de isolados várias bacterias, levedura e vírus (rotavírus) em brinquedos o único surto descrito na literatura foi ocasiona em instituto oncológico por P. aeruginosa isolada em brinquedo de banheiro.

  tadeu: Dani, mande um abraço pra elas. A Flavia recebeu o novo E-mail com a aula?

  Daniela: ela não disse nada, mas o computador dela já está normalizado. Pergunto amanhã, temos curso do SINAIS e passaremos o dia juntas

  tadeu: de rotina não fazemos culturas de superfícies

  marcelo: A desinficção de superfície pode ser feita com álcool a 70%

  CarlosQuadr: O problema é que a tal psicóloga é filha do dono do hospital e a brinquedoteca, montada por ela, um de seus orgulhos. Falei em limpar os brinquedos e ela se ofendeu...

  tadeu: tá vendo não era a nossa Paula

  Daniela: Converse com ela com tato... explique pra ela que da mesma forma que precisamos lavar as mãos e as roupas de cama, precisamos limpar os brinquedos!

  tadeu: Aliás Daniela, acho quye a Flavia deveria conhecer também a Paula

  Daniela: Quem é a Paula?

  marcelo: Tive o mesmo problema em hospital de oncologia onde não autorizava crianças internadas com suspeita de bactéria multirresistente de frequentar a brinquedoteca. deu um auê quevc. nem imagina. geralmente as responáveis pela brinquedoteca são voluntárias com grande poder político. Um conselho, cuidado.

  CarlosQuadr: ok

  tadeu: a nossa psicóloga que deu aulas muito legais sobre educação de adultos (profissionais de saúde) e deixo pro Timóteo os cometários (o Carlos faltou na aula)

  tadeu: ih o timóteo saui de fininho......

  marcelo: Carlos ~faça palestras educativas sobre a importância da transmissão cruzada de agentes, sua identificação em brinquedos. Convide a psicóloga para um chopinho.

  CarlosQuadr: Também, o sr foi falar do Mauaense...

  tadeu: pois é......

  tadeu: o chopinho seria uma ótima...

  CarlosQuadr: Obrigado pelo primeiro conselho, qto ao segundo não vai dar não!!!!

  marcelo: ela é bonitinha

  tadeu: pergunta ou afirmação?

  CarlosQuadr: nÃo!

  tadeu: tá explicado!!!!!

  CarlosQuadr: nem depois do chopp...

  marcelo: Tome bastante chop

  tadeu: gente o chat fica gravado!!!!!!!!

  Alcides: Isto virou bate papo da uol

  CarlosQuadr: tudo bem, a última coisa que ela deve ter lido foi O pequeno Príncipe!

  marcelo: alcides sinto sua falta

  tadeu: Um dia chegamos lá...daí já pensou quanta gente por aqui......

  Sueli: Boa noite!

  tadeu: olá Sueli boa noite, estamos hoje com o Dr. Marcelo debatendo IH em pediatria

  Alcides: Marcelo tem algum problema de comportamento?

  marcelo: não

  Alcides: Porque então a ironia?

  tjunior: ola pessoal , tive problemas na conexão

  marcelo: gostei das suas perguntas . não há nenhuma ironia

  tadeu: gente vasmos com calma o chat é um espaço civilazo e democrático que admite sim brinmcadeiras

  tadeu: oi Edi boa noite. Hoje debatemos Ih em pediatria com o Dr. Marcelo

  Alcides: Estamos aqui para trocar idéias e não ironias

  tadeu: Alcides, por favor.....

  Edi: Boa Noite Sr. Tadeu!

  tadeu: acabei de receber reclamações quanto sua conduta no chat

  Daniela: O meu computador travou...

  tadeu: boa noite Edi é um prazer te-la conosco

  tadeu: e aí voltou....

  Alcides: De quem Tadeu?

  tadeu: isso não podemos revelar

  Sueli: Eu gostaria de saber qual seria o tempo de permanência de uma seringa de dieta para sonda nasogástrica em UTI pediátrica ou neonatal?

  tadeu: mas foi enviada lá em reportar abusos

  tadeu: Edi e Sueli se apresentem para nós

  Sueli: Sueli, sou enfermeira e estou trabalhando na CCIH de um hospital de SC

  tadeu: Daniela, destravastes?????

  tjunior: carlos , talvwz eu consiga uma vaga para voçê no clube ...!!

  tadeu: bem vinda então

  tadeu: legal. logo todos vamos torcer para o mauauense

  marcelo: sueli vc. pode mantê-la por até uma semana em adultos, novamente não temos trabalhos em pediatria. Os convenios estão exigindo trocas mais longas. No hospital onde trabalhei mantivemos a troca diária citando os poucos dados da literatura em pediatria

  Sueli: Obrigada

  Daniela: quase...

  CarlosQuadr: tchau pessoal, tem filho chorando. Obrigado Marcelo e até segunda Dr Tadeu! Timóteo, se for de centroavante pode me escalar!

  marcelo: alguem de voces trabalha com IH em pediatria?

  Edi: Sou enfermeira de Centro Cirúrgico em Sorocaba...

  tadeu: legal Edi

  Alcides: Minha conduta sempre foi e sera ;etica e respeitosa ,por isto não admito brincadeiras desta ordem,sempre respeitei os convidados e colegas,mas se não sou bem vindo ,um abraço a todos

  tadeu: eu com pediatria, mas não em pediatria e isso faz diferença

  Daniela: Minha experiência com pediatria é diminuta!

  Edi: infelizmente não tenho essa experiência...

  tadeu: juntando centro cirúrgico e pediatria, como calcular dose de ATB profilático em pacientes pediátricos?

  tadeu: tchau Carlos e segunda estaremos lá....

  marcelo: não há trabalhos em pediatria. O que é realizado é a dose maáxima diária dividid

  marcelo: continuando dividimos a dose máxima diária pelo intervalo das doses

  tadeu: que idade tem o filho da Flávia?

  Daniela: A Julia tem quase três anos e é uma peruinha! Linda!

  tadeu: conheceremos no congresso então. Alías como estão os preparativos?

  Daniela: Tivemos que mudar a data depois da reunião com a APECIH. Adiamos uma semana para escapar das festividades do 15 de maio, quando acontecem muitos eventos simultâneos

  tadeu: Marcelo, qual sua opinião a respeito das enfermarias com pacientes diarréicos

  tadeu: foi uma boa idéia. Aguardo o folder pra começar a divulgar por aqui

  Daniela: Amanhã fecharemos com a agência de eventos. Agora estamos abertos para receber sugestões de temas a serem discutidos

  tadeu: como as pessoas poderão contatá-los para enviar sugestões ou saber mais sobre o evento?

  marcelo: não há indicação de enfermaria unicamente com pacientes com diarréia, o que se indica é a realização de preucação por contato destes pacientes. dependendo das circunstâcias pode ser juntamente com a CCIH indicadas por curtos períodos estas salas.

  tadeu: e aí surge um caso de varicela, o que fazer?

  Daniela: nosso e-mail é acapcih@terra.com.br. Enquanto não temos ainda uma secretaria oficial, podem entrar em contato com a ccih do Hospital São Lucas - (27)3381-3386, no período da tarde (13 às 19)

  tadeu: Edi, pode colocar também dúvidas em relação a centro cirúrgico

  Daniela: E falar comigo...

  tadeu: tem site?

  Daniela: ainda não tem... meu mano ainda está confeccionando

  Daniela: se tudo correr bem, estaremos com a secretaria oficial até daqui a 2 semanas

  tadeu: peça pra ele fazer rapidinho um banner que contecte com seu E-mail, daí em coloco no nosso site

  Daniela: ok, peço a ele

  Daniela: Tadeu, estou tendo um pouco de dificuldade para contactar o pessoal de minas gerais

  marcelo: A criança com varicela deve ser isoladas 9precauçaõ por aerossóis) e dar alta o amis precocemente possível. Quanto aos contatos se possível dar alta, caso no seja possível e o paciente não teve varicela devemos fazer um coorte destes, se possível vacinar até 72 horas do contato e se indicado fazer a gamaglobulina específica (VZIG). lembrara que os contatos sem história prévia de varicela devem permanecer isolado do quinto dia do primeiro contato ao 21O. dia do último e se receber A VZIG até 0 28o. dia.

  tadeu: quem especificamente? o pessoal da AMECIH?

  Daniela: talvez porque eu não conheça ninguém de lá

  Daniela: de nenhuma das associações

  tadeu: tenho alguns contatos em Minas, só não sei se essas pessoas continuam na AMECIH

  Edi: ´Dr. Marcelo, não sería fundamental o acompanhamento do pediatra, juntamente com o cirurgião em pós operatório?

  Daniela: amanhã no treinamento do SINAIS parece que terá alguém de BH, segundo me disse a Angela...

  tadeu: bem pessoal da AMECIH que elr este caht, entre em contato com a daniela

  Daniela: daniela.mayumi@terra.com.br

  marcelo: O cirurgião muitas vezes não tem a visão clínica de um pediatra. acho fundamental o acompanhamento pediátrico em cirurgias de grande porte com transplante hepático, cirurgia cardíacas.

  tadeu: o tema infecção hospitalar é habitual em eventos de pediatras?

  marcelo: não. Infelizmente não há muito debate em relação às IH em pediatria. No último congresso brasileiro de Curitiba não houve nenhuma sessão. E em congressos internacionais também não é dada muita`^enfase.

  Daniela: Estava esperando a resposta do sr, mas é isso o que tenho observado aqui também... mesmo tendo muitos pediatras que fazem controle de infecção hospitalar em nosso estado

  tadeu: me parece então que esta lacuna deve ser preenchida com urgência tanto em eventos de CCIH como de pediatrias, não?

  Daniela: Nos eventos de ccih do estado, procuramos dar ênfase em pediatria

  Sueli: eu gostaria de tirar uma duvida qto a esterelização de ambús se é errado esterelizar somente as mascaras que entram em contato com o paciente?

  Sueli: eu gostaria de tirar uma duvida qto a esterelização de ambús se é errado esterelizar somente as mascaras que entram em contato com o paciente?

  Sueli:

  tadeu: Daniela esse seria um tema interessante, não?

  Daniela: tivemos uma reunião científica há uns 2 meses sobre ih em pediatria

  Daniela: vc agora lê pensamentos, tadeu? rs

  marcelo: è necessário ao menos desinfecção de alto nível

  tadeu: sempre Daniela, sempre leio pensamentos (brincadeirinha)

  marcelo: Dani estou curioso para saber como foi a palestra e que foi o palestrante

  Daniela: quanto aos ambús, é necessária a desinfecção de alto nível ou esterilização, mas aqui tá difícil!

  Sueli: Boa noite e obrigada pelas informações

  Daniela: A palestra foi muito boa e a pales

  tadeu: a desinfecção de alto nível já seria suficiente, afinal ele não entra em contato com áreas estéreis e não é protanto artigo crítico

  Daniela: e as palestrantes foram locais, a Euzanete, infecto pediatra do Hospital Infantil daqui e a Lili, enfermeira da ccih de uma maternidade de Vitória

  tadeu: volte sempre sueli e esperamos que vc tenha gostado

  marcelo: a infectopediatra é responsável pelo controle de IH na pediatria deste serviço?

  Daniela: o público é sempre o mesmo, e apesar de ser um número pequeno de participantes, são sempre pessoas muito interessadas, o que torna os eventos sempre interessantes

  Daniela: é, ela é a coordenadora deste serviço

  tadeu: Marcelo sua tese de mestrado foi sobre Ih em pediatria, né, contenos sobre ela

  marcelo: dani gostaria d do e-mail dela se possível O meu é mabramczyk@ig.com.br

  Daniela: só um minuto... vou checar o endereço no cadastro da associação

  marcelo: foi sobre a epidemiologia das IH nsa UTI pediático do Hospital São Paulo

  tadeu: Daniela antevejo uma boa mesa redonda debatendo IH em pediatria aí no congresso

  Daniela: Ah sim! Fantástico, não?

  tadeu: a as principais conclusões foram....

  Daniela: Marcelo, mando um e-mail amanhã com o endereço da Euzanete... na minha lista de contatos, nem eu consto!

  Daniela: Tudo bem?

  marcelo: Cerca de 20% dos pacientes apresentaram IH; o principal sítio foi pneumonia seguida pelas ICS; leveduras foram identificads em 20% das IH; a taxa global foi de 30/1.000 cvc-dia; a taxa de utilização de procedimentos foi de cerca de 90%. Possivelmente este mês será publicada no Brazilian Journal iNfectios diseases

  Daniela: Tadeu, vc tem algumas questões prontas do tipo pré-teste de curso sobre investigação de surto

  Daniela: ?

  marcelo: dani tudo bem gostaria de recebê-lo.

  tadeu: Daniela, como assim? aqueles passos clássicos de uma investigação?

  Daniela: ótimo, estaremos praticamente todos os controladores de infecção do estado juntos amanhã e certamente encontrarei a Euzanete...

  Daniela: tenho que elaborar umas 4 questões objetivas para o pré-teste do curso de segunda feira, sobre surto...

  Daniela: que será a minha aula, mas acho difícil colocar questões de surto em pré teste

  tadeu: mas se eu contar aqui todo mundo vai saber antes, não?

  tadeu: ora pois.....

  Daniela: manda pela sala privada

  Daniela: plis!

  tadeu: oi gloria tudo bem?

  gloria: oi pessoal, amigos do CIH!

  Daniela: Dr Marcelo, quantos leitos de uti neonatal vcs têm?

  gloria: que bom ter um pediatra discutindo CIH!

  tadeu: mas eu acho que vc pode perguntar sobre o conceito de surto, passos de uma investigação epidemiológica, medidas de controle, isso mais ou menos

  marcelo: No hospital são Paulo teoricamente oito na prática até doze.

  Daniela: Olá Gloria, boa noite

  Daniela: se fossem questões não objetivas seria mais fácil de elaborar... mas objetiva...

  tadeu: A Dra, Gloria foi coordenadora do programa de controle de IH do Ministério da Saúde e acabou de defender tese na universidade de Brasilia sobre controle de IH

  Daniela: Ah, que maravilha!

  Daniela: não vejo a hora de defender a minha tese tb!

  gloria: O futuro presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria foi meu orientador de tese e é meu colega de Departamento. Pretendemos organizar essa área na SBP!

  tadeu: olá gloria é um prazer ter vc conosco. Hpoje mesmo falei com o Marcelo sobre seu chat, o primeiro, lembra?

  marcelo: gloria voce tem dados de UTI pediátricas nacionais

  Daniela: ótimo, est ávamos justamente falando dessa necessidade da abordar ccih em pediatria

  gloria: claro. Foi só emoção e muita alegria. Bons tempos...

  tadeu: aqui no CQH temos alguns dados estaduais

  gloria: Coordeno o ensino de Padiatria no HU da UnB e meus alunos têm uma idéia bem clara sobre o CIH.

  Daniela: isso é muito bom! Quando eu saí da faculdade eu nem sabia pra que lado do hospital ficava a ccih...

  Daniela: e isso não faz muito tempo...

  tadeu: daniela sua mesa sobre ccih em pediatria já está quse montada

  Edi: que satistação estar em uma sala com pessoas tão importantes e renomeadas...

  Daniela: estou gostando muito disso, Tadeu!

  tadeu: boa noite gica

  Daniela: Não é, Edi? Hoje o chat está muito chique! Não que nos outros dias não seja, mas hoje realmente está especial e sinto-me honrada em participar!

  gloria: Atendemos muitas crianças indígenas (convênio com a FUNASA) e estamos observando que as IH nesses pacientes são mais graves e de difícil controle.

  marcelo: Dani sinto-me lisongeado

  gica: Boa noite! Eu faço parte da ccih do hospital em q trabalho, porem sou recem formada e não tenho experiencia na area. Sera q posso fazer algumas perguntas?

  Daniela: tem alguma causa apontada para essa observação?

  tadeu: eu acho que mais até que isso estamos discutindo a possibilidade de integrar pediatria e CCIHH

  Daniela: sobre as crianças indígenas?

  marcelo: gloria como vc. explicaria? não são crianças desnutridas seria pela menor edfesa imunitária prévia?

  tadeu: pode sim Gica

  gloria: Gostaria de saber do Marcelo se tem algum dado nessa linha. è bem verdade que os nossos índios estão cada vez mais desnutridos, mas deve haver mais algum fator agravante

  Edi: sou formada à dois anos, não tendo assim muita vivência sobre o assunto, então estou atenta a todas as informações...

  gica: Um paciente q apresente pseudomonas multirresistente em resultado de urinocultura deve ser colocado em precaução de contato?

  tadeu: Edi nós conversamos uns chats atrás, não foi, ou estou enganado?

  tadeu: nós temos colocado

  marcelo: glória os principais fatores de risco para IH em pediatria são: faixa etária menor de dois anos, doença de base, uso de procedimentos invasivos e antibioticoterapia prévia Os indios não se encaixam em nehum destes fatores conhecidos. Seria interessante realizar um estudi coorte ou caso-controle para se tentar achar justificativa.

  Edi: foi sim Tadeu...quando você virá para Sorocaba?

  tadeu: ...se ele tiver incontinência urinário ou for sondado. Em pediatria se usar fraldas

  marcelo: Gica apenas se o paciente não apresentar controle da diurese.

  Daniela: aqui em Vitória também e no HC da USP também

  tadeu: talvez tenhamos um curso aí, mas a data ainda não foi definida. Tenho vários parentes na cidade, alías morei ai há algum tempo atrás e talvez faça logo uma visita social

  gloria: Na realidade, Marcelo, há infelizmenta muita desnutrição nas crianças indígenas.Houve mudança brusca nos hábitos alimentares naturais do índio brasileiro. Devastação de floresta e poluição de rios. Acho que seria material para um estado sociol´gico.

  gica: a terminologia isolamento de contato não se usa mais?

  Edi: Dr. Moron por exemplo?

  tadeu: é mais precauções de contato

  Edi: seu primo?

  tadeu: ele é meu primo e um grande amigo de infãncia

  marcelo: gica na verdade falamos precauções de contato

  marcelo: gloria acho que seria interessante publicar estes dados sobre os indios

  gica: caso o paciente esteja em precaução de contato devido a infecção urinária, quando deve ser retirado?

  tadeu: glória sem dúvida isso que vc está levantando é muito interessante e mereceria um estudo a parte. Mas essas crianças são mais susceptíveis a IH e apresentam maior mortalidade também

  Daniela: ih gica, essa é uma loooonnga discussão...

  Edi: tenho muito contacto com ele, e foi ele que me convidou e mandou divulgar sobre sua presença aqui em Sorocaba, só estamos aguardando a data...

  tadeu: eu acho que será logo, pelo menos a social, quanto às aulas, acho que no início do ano começaremos

  marcelo: deve ser retirado quando tiver duas culturas negativas ou cura da infecção

  tadeu: alías as peseudomonas estão nos dando um verdadeiro baile

  Daniela: aqui nós retiramos quando o paciente sai da uti ou quando não apresenta mais procedimentos invasivos, ou incontinência, ou eliminação de secreções, mas não há estabelecido um critério científico para retirada desses pacientes do isolamento

  tadeu: nós também fazemos isso, mas é totalmente empírico

  Daniela: os trabalhos que estudam a história natural da colonização por gram negativos estão começando a aparecer por agora

  Daniela: para o meu mais completo desespero

  tadeu: é isso mesmo

  gica: Tenho tido muitos casos de pseudomonas na uti.

  tadeu: e gente fez um protocolo lá no HSC, quando vc vier novamente eu mostro

  Daniela: bem vinda ao time

  marcelo: Felizmente não temos tido muitos casos e poucos multiurresistentes

  gloria: Pois é. Por enquanto estamos na fase de organizaçãao e queremos reunir um número considerável de pacientes para que seja um estudo válido. O que fica claro é que algumas nações indígenas, talvez devido aos hábitoa, e costumes, respondem melhor à antibiotocoterapia. Marcelo, se você tiver algum dado nessa linha de pesquisa, peço que mantenha contato comigo. Meu e.mail é: gloriaan@terra.com.br

  tadeu: Edi mande um abraço pro Zezinho (Dr. Moron) e vou entrar em contato com ele para marcar uma ida à Sorocaba

  Daniela: nosso maior problema no meu hospital é acinetobacter, mas pseudomonas fica só um pouquinho atrás

  Edi: Zézinho? De José?...risos...

  tadeu: Gente, Marcelo, o chat hoje está muito bom de altíssimo nível, apesar de alguns deslizes....

  gica: Não existe nenhum tipo de descolonização para outros germes multirresistentes, como pseudomonas por exemplo?

  marcelo: Não temos problema específico em relação a agentes,

  tadeu: é isso aí Edi. Ele era chamado assim na família

  gloria: No nosso hospital, entre os pacientes indígenas a Pseudomonas tem sido um problema. Com dificuldade de controle

  Daniela: Não temos, gica

  Daniela: inclusive, esse seria o meu projeto de doutorado

  tadeu: ainda não inventaram o mupirocim pros Gram negativos....

  Daniela: mas não vai dar certo

  marcelo: giac de rotina não se realiza descolonização, estando indicada em alguns serviços uso de mupirocina nasal em cirurgia cardíaca

  gica: E se só estiver colonizado não deve ser usado antibiótico?

  Daniela: não as técnicas de descolonização, mas estabelecer critérios para reitrada de gram negativos do isolamento

  Daniela: não costumamos usar

  Daniela: só tratamos as infecções

  marcelo: continuando para S. aureus quando a taxa de resistencia á oxacilina é alta

  tadeu: não foi estabelecido mesmo. Tem pacientes que ficam muito tempo colonizados

  Edi: boa noite a todos, mas tenho que ir...até a próxima...

  Daniela: boa noite, Edi, até a próxima. Espero vê -la em maio

  tadeu: tem a descontaminação seletiva do trato gastro intestinal com ATB não absorvíveis, mas é muito polêmico

  gloria: Nossso controle tem se baseado em isolamento de contato e lavagem das mãos (exigida para todos). Limitamos tb número de acompanhantes. Com essas medidas temos conseguido reduzir as infecções por Pseudomonas.

  Mitsue: Olá, Boa noite a todos!!!

  Edi: com certeza, Daniela.

  Daniela: Olá, boa noite, Mitsue

  marcelo: a melhor forma de descolonizar com agentes multirresistentes é internar o minimo necessário, dar alta o mais precocemnete possível e utilizar antimicrobianos controladamente

  Daniela: Nós também tentamos adotar essas medidas, Dra Gloria, mas tá difícil

  Mitsue: Olá, Daniela!!! Você possui muitas infecções na área de UTI neonatal?

  Daniela: Não, felizmente. Não trabalho com uti neonatal... sou controladora de infecções cirúrgicas

  tadeu: oI itsue, boa nopite

  marcelo: Mitsue a taxa de IH em unidade neonatais é de 25% com alta mortalidade

  gica: Qual o criterio para considerar um germe multirresistente?

  Daniela: Mas a Dra Gloria e o Dr Marcelo são especialistas na pediatria

  Daniela: essa definição varia de um microorganismo para outro, gica

  Mitsue: Oi, Dr. Tadeu!! Boa noite , primeiramente gostaria de agradecer a resposta por e-mail sobre o curso de pós graduação que enviei para o Hospital Sepaco

  marcelo: Mitsue devido às características destes pacientes como menor imunidade, camada córnea mais fina e grande utilização de procedimentos invasivos as taxas nestes pacientes são elevadas,

  Daniela: por exemplo, Staphylococcus aureus multirresistente são os resistentes a oxacilina, se não houver menção quanto a resistência a vancomicina

  Mitsue: No mês de outubro, pela estatística da instituição em que trabalho com

  Mitsue: No mês de outubro, pela estatística da instituição em que trabalho com

  gloria: Concordo com o Marcelo quanto aos multirresistentes. Há de se convir tb que nossos hospitais estão sucateados e que o CIH ainda não está implantado no País! Em hospitais com CCIH funcionando há controle de qualidade, mesmo com a crise de dinheiro para manutenção

  Mitsue: desculpe-me pela falha, mas como eu estava falando no mês de outubro houve um número consideravel de infecções hospitalares, porém dentro da margem de 25%

  tadeu: obrigado Mitsue

  marcelo: gloria não é característica de hospital publico. Em hospital reconhecido onde fazia ao CCIH recentemente por causa de verbas fecharam o serviço.

  Mitsue: Dr. Tadeu, em relação ao fórum de discussões, as respostas são demoradas mesmo??? Desculpe-me desviar um pouco do assunto

  Daniela: por aqui, os hospitais privados andam em crise, os federais e os estaduais são os que ainda conseguem alguma verba, ainda que pequena

  marcelo: bastante pequena, né.

  tadeu: são demoradas mesmo, mas pretendo divulgar mais o fórum de debates para agilizar a participação dos colegas

  gica: É verdade eu trabalho em um hospital particular e enfrento dificuldades para implantar algumas medidas devido ao gasto.

  Mitsue: Marcelo, em relação a infecção hospitalar em enfermaria de pediatria, podemos considerar razoável quanto ao índice de infecções?

  marcelo: segundo dados americano e europeus a taxa de IH em enferamaria pediátrica seria de até 1%

  Mitsue: O que a Gica colocou em termos de implantação de medidas preventivas, eu também encontro dificuldade de implantação devido a falta de recursos

  Daniela: O pior, Dr Marcelo, é que a verba, além de pequena, é muito mal administrada

  Daniela: O pior problema no nosso hospital nem é a falta de recursos, mas a conduta dos funcionários e servidores de uma maneira geral, que é lastimável

  marcelo: gica vc poeria aumentar verbas através de congressos, reciclagem mostrando ao hospital o real valor do CCIH. eu tenti ams não consegui.

  Mitsue: Dr. Marcelo, qual o microorganismo mais comum encontrado em pediatria?

  Daniela: e isso somado à falta de dinheiro... imagina o problemão...

  gloria: Não é a realidade dos Hospitais da Universidades Públicas. O MEC não os assume e o SUS é sempre insuficiente para cobrir as despesas. Salvo raras exceções, a grande maioria tem reduzido atendimento e fechado unidades. Com isso há aumento da demanda e os problemas se multiplicam. Há sempre uma planilha onde a receita é em torno de 1/3 da despesa, mes a mes!

  marcelo: Mitsue depende da epidemiologia do hospital. em geral prevalecem gram negativos, seguidos pelos gram positivos e leveduras.

  Daniela: Tadeu, adivinha quem chegou?!

  tadeu: infelizmente se econimiza em medidas de controle e gasta muito em tratamento de infecções. Quem chegou onde????

  gica: Dr. Tadeu, tem especializaçao em ccih aqui no Rio?

  Daniela: aqui em casa

  tadeu: em casa, seu irmão?

  Daniela: lembra do meu irmão tocador de violino?

  tadeu: gica, não sei se tem

  gloria: Marcelo, e qunto às infecções fúngicas? Participei do último Congresso de Microbiologia, há uma semana e em alguns serviços as estatísticas já se desenham alarmantes!

  tadeu: pois é li seu pensamento de novo....

  Daniela: pois é, tá tocando agora! Delícia!

  tadeu: no congresso aí farei um conjunto com ele, eu no violão, ele no violino, que tal?

  Mitsue: No caso de enfermaria, uma vez que o hospital em que trabalho atende uma parte de SUS e outra de convenios particulares, porém o que encontro é infecção cruzada através da mães que precisam se ausentar e precisam solicitar para outras mães cujas as crianças possuem outras patologias e como resolver este impasse uma vez que ao mesmo tempo realizo educação continuada no hospital

  Daniela: socorro! se vc tocar como ele, estou fora!

  Daniela: hahaha

  tadeu: o pior é que acho que sim....

  Daniela: O Luís toca violão, vcs poderiam fazer uma dupla

  Daniela: e eu canto, de repente, até um trio!

  Daniela: Ou um quarteto, se a Anna Sara topar...

  marcelo: gloria as infecções fungicas principalmente as fungemias tem apresentado considerável crescimento devido à internação de pacientes com doença de base mais grave, procedimentos invasivos e uso de antimicrobianos. em nossa instituição onde se identifica leveduras é responsável por 10 a 205 das IH, lembrando que apenas em metade das infecções fúngicas se identifica a levedura.

  tadeu: bem o luis irá

  tadeu: o que ela toca?

  Daniela: isso foi uma pergunta?

  Daniela: violão

  tadeu: foi ah....

  Daniela: ele diz que vem

  Daniela: se todo mundo que diz que vem aparecer, estou felicíssima e vou ter que reservar o auditório maior do centro de convenções

  gica: Preciso ir... Obrigado pelas duvidas tiradas, e voltarei mais vezes. Uma boa noite a todos!

  Daniela: Boa noite, gica, e até a próxima

  tadeu: bem gente, O marcelo está aqui muito feliz com a aprticipação, mas tem que acordar cedo a manhã e então sem querer ser chato estou abrindo pra ele contar mais alguma coisa pra gente

  tadeu: volte sempre gica

  Daniela: ok!

  Mitsue: Bem gente, preciso ir também, obrigada pelas dúvidas tiradas e prometo entrar mais vezes na sala, beijos

  Daniela: Boa noite, Mitsue.

  tadeu: volte sempre as quartas mitsue que sempre teremos papos interessantes por aqui

  marcelo: boa noite a todos. As bacteria em argudam amnha as sete horas. Um abraço e espero que possa ter tirado algumas dúvidas. espero que maior ênfase seja dada à IH em pediatria, Um abraço.

  gloria: Oi Tadeu, sou toda ouvidos! É que me entusiasmei tendo no chat um pediatra do controle de IH!

  Daniela: boa noite, Dr Marcelo, e obrigada pelas dúvidas tiradas...

  Daniela: mando o e-mail da Euzanete amanhã

  tadeu: a gente agradece sua participação e breve agendaremos continuação deste tema, que tal em Vitória?

  gloria: Boa noite Marcelo. Boa sorte. Tudo de bom!!!

  Daniela: Isso mesmo Dr Marcelo, reserve na sua agenda

  tadeu: Gloria foi ótima sua participação, foi um dos melhores chats e agradecemos muito ao Marcelo

  Daniela: 26, 27 e 28 de maio de 2001

  Daniela: 2004!

  marcelo: dani, ja esta reservada.

  tadeu: Daneela a gloria também daria uma grande contribuição ao debate

  Daniela: ok, será um grande debate!

  gloria: Oi Tdeu, abraços em Olívia. Até a próxima...

  Daniela: Com certeza@@@

  tadeu: até a proxima e obrigado Marcelo

  tadeu: vou gravar a seção. Gloria continue a enviar seus E-mails incríveis

  tadeu: e atuando em CCIH

  Daniela: Dra Gloria, a sra também está mais do que convidada a participar do evento de ccih em vitória

  tadeu: até quarta gente....

  Daniela: até quarta e boa noite, tadeu

  gloria: Obrigada daniela. Pode contar comigo. Avise-me com antecedência para que eu possa me organizar!