|
Infecção Hospitalar e suas Interfaces na Área da Saúde
Notícias
do CCIH nº 25
Por que tivemos o surto de micobacteriose no Brasil?
Nesta quarta-feira, dia 15/07/09, a partir das 20 horas na sala de debates do Chat do CCIH, receberemos o Dr. Rafael Silva Duarte, professor adjunto da UFRJ, chefe do laboratório de micobactérias, onde foi confirmada a tolerância da Mycobacterium massiliense ao glutataldeído, fator importante para o surto de micobacteriose que tivemos no Brasil. Esta descoberta tem implicações importantes nos processos de esterilização e desinfecção de artigos médico-hospitalares, além da instituição da melhor terapêutica empírica na suspeita destes casos. Tudo isso vamos debater neste chat.
A ocorrência de surtos de infecções causadas por micobactérias, relacionadas aos
cuidados com a saúde (hospitalares e não hospitalares), tem sido constatada em
várias cidades brasileiras desde 1998. Foram reportados à ANVISA, entre o período de 1º de janeiro de 2003 a 28 de Fevereiro de 2009, 2128 casos de infecções ocorridos em hospitais públicos e privados, clínicas de cirurgia plástica, oftalmológicas, de acupuntura, de estética e, recentemente, em unidade de vacinação
(http://www.anvisa.gov.br/hotsite/hotsite_micobacteria/notificados.pdf ).
Em função da detecção da espécie M. massiliense em diferentes cidades
brasileiras, foi realizada a análise de sua clonalidade, por eletroforese em campos
alternados. Os resultados obtidos indicam tratar-se de um clone predominante em
todo o Brasil, ou seja, um mesmo clone causou infecções em diferentes estados e
cidades brasileiras. Uma das particularidades deste clone é a tolerância ao
glutaraldeído a 2%, mesmo após 10 horas de exposição. A tolerância ao
glutaraldeído não é o único fator desencadeante dos surtos, pois há diversos casos
de infecções causadas por espécies não tolerantes ao glutaraldeído. Tal fato indica
que a remoção inadequada de resíduos orgânicos, antes da exposição dos
instrumentais cirúrgicos ao biocida, é uma condição necessária para que as
bactérias possam aderir aos instrumentos cirúrgicos e sobreviver à ação do
glutaraldeído. Os fatores que levaram à disseminação de um mesmo clone em
diversas regiões do Brasil ainda não estão esclarecidos. A cepa INCQS 594,
pertencente ao clone denominado BRA100, está depositada na coleção de culturas
do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde.
A espécie M. massiliense era classificada até 2004 como M. abscessus; portanto é
possível que uma parte significativa da literatura científica que descreve infecções e
surtos causados por M. abscessus possa corresponder a M. massiliense.
Chat CCIH:
http://www.ccih.med.br/cgi-bin/ccihchat/chat.cgi
Colegas do Nordeste, aproveitem esta oportunidade para entrar nas turmas do curso MBA gestão em saúde e controle de infecção dadas em Recife e Salvador.
No Nordeste o nosso curso não será realizado em turmas sucessivas, logo aproveitem esta oportunidade única para iniciar nossas aulas. Uma boa notícia para todos os alunos é que já está disponível na área exclusiva de nosso site a edição virtual completa de nosso livro “Infecção Hospitalar e suas Interfaces da Área da Saúde” e outro diferencial e a possibilidade de assistir novamente as aulas do curso pelo acesso exclusivo às vídeos-aula, gravadas a partir do curso de São Paulo. Desta forma, os alunos poderão assistir do conforto de sua casa as aulas que queiram reforçar seu aprendizado.
Informamos a todos que brevemente teremos novidades para os colegas das regiões sudeste e sul do Brasil. Mantenham-se atentos às notícias do nosso site.
Caso prefira garantir já sua vaga, fazendo sua matrícula, clique no link abaixo:
http://www.ccih.med.br/m/matricula
São Paulo, 14 de julho de 2.009
Antonio Tadeu Fernandes
|