cap.
19
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As
máscaras cirúrgicas são ainda necessárias? (carta e resposta).
Em
2001, Rommey publicou uma revisão (J Hosp Infect 2001; 47:
251-256) na qual questionava publicações recentes
que debatiam sobre o uso das máscaras cirúrgicas.
Seu texto, favorável à manutenção das
mesmas, recebeu duras críticas de Belkin e Merchant, apresentadas
aqui em conjunto com a réplica do autor.
De acordo com Belkin, Rommey ao citar o estudo clássico de
Meleny de 1926 que relacionava historicamente a importante queda
do índice de infecção cirúrgica após
a adoção das máscaras, não cita outro
artigo do mesmo autor publicado em 1935 que reporta um retorno aos
índices pré-máscara mesmo com o uso das máscaras.
Além disso, cita relatos do uso de visores, , que direcionam
o ar exalado pela equipe cirúrgica para as suas costas, que
não alteraram os índices de infecção,
quando empregados em substituição às máscaras.
Belkin conclui questionando se a sociedade e a comunidade cirúrgica
estão preparadas para reconsiderar a importância de
uma prática profissional teórica, mas não comprovada.
Por sua vez, Merchant faz ácida crítica à revista
por ter publicado o artigo de Belkin, que não trás
novidades em relação às recomendações
do CDC, baseadas mais em consensos que em evidências científicas,
e nem estudos recentes sobre o tema, que questionam a utilização
das máscaras cirúrgicas.
Rommey contrapõe na defesa de seu artigo comentando que não
existem publicações recentes sobre o tema e que sua
pesquisa baseou-se no MEDLINE, que só cadastra artigos a
partir de 1966. Ele questiona a metodologia dos artigos que tentam
comprovar a ineficácia das máscaras cirúrgicas
e defende seu emprego baseado também na prevenção
do risco ocupacional a que estão expostas as equipes cirúrgicas,
anestésicas e instrumentadores. Ele também relembra
que várias equipes cirúrgicas têm relatado problemas
para a utilização dos visores e conclui que não
existe boa evidência científica para a suspensão
do uso das máscaras cirúrgicas, afirmando que os profissionais
que atuam sobre o campo cirúrgico têm obrigação
de se autoproteger contra patógenos transmitidos pelo sangue
e proteger os pacientes da aquisição das infecções
hospitalares. Para confirmar suas opiniões cita o caso de
pelo menos dois hospitais de seu país (Canadá) que
voltaram atrás na suspensão do uso de máscaras
cirúrgicas.
Fonte:
Cartas ao J Hosp Infect: (2002) 50: 233-235.
Resumido
por: Antonio Tadeu Fernandes

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