cap.
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Alto
índice de aderência da lavagem das mãos em um
hospital de ensino: um desafio que pode ser alcançado
O
Centro Médico de Haemek é um hospital-ensino comunitário
localizado no norte de Israel com 430 leitos e 1.800 profissionais
de saúde. Em cada quarto existe uma pia com sabão
liquido (clorexidina degermante em áreas críticas
e sabão comum nas demais), além de almotolias com
uma solução alcoólica de clorexidina a 0,5%
associada a um emoliente. Há mais de 20 anos realiza programa
constante para o controle das infecções hospitalares,
com ênfase para a higiene das mãos, apoiado por um
manual com orientações, treinamentos, presença
de monitores e apoio da equipe de voluntários. Casos específicos
de infecção hospitalar são discutidos com a
equipe de atendimento e geralmente são colhidas culturas
da mão dos profissionais como parte integrante da atividade
educativa.
Entre abril e maio de 1.998, a equipe do Dr. Sharir treinou 10 estudantes
de enfermagem sem uniforme (para não serem reconhecidos)
para monitorar a lavagem das mãos dos profissionais de saúde,
durante períodos de 10 a 15 minutos randomicamente distribuídos
por todos os turnos de trabalho. Foram observados o tipo de procedimento
e sua duração, sabão utilizado, uso de papel
toalha e luvas, além da presença de jóias nas
mãos. Foram analisados 1.035 procedimentos realizados por
300 profissionais de saúde (médicos 33%; enferneiros
60%; e auxiliares 6%).
As mãos foram lavadas em 76% das possibilidades avaliadas
durante o atendimento aos pacientes, significativamente (p<0,001)
mais após (81%) do que antes do cuidado prestado (68%). As
enfermeiras lavam (81%) significativamente mais (p<0,005) que
os médicos (69%). Mas não que as médicas (83%).
Em relação ao plantão os resultados foram:
manhã (73%), tarde (80%) e noite (78%), sendo significativa
a diferença entre manhã e tarde (p=0,02). Em relação
a Unidade de Terapia Intensiva as mãos foram lavadas em 95%
das possibilidades antes do cuidado e em 99% das situações
após o atendimento, com diferença significativa em
relação aos demais setores (p<0,001). Em relação
ao produto utilizado os autores observaram: sabão líquido
48%, clorexidina degermante 48% e solução alcoólica
2%. A duração do procedimento foi em 69% das vezes
inferior ao tempo recomendado (10 a 20 segundos). As mãos
foram secas em papel toalha 97% das vezes e 69% dos profissionais
solteiros não utilizavam anéis.
Relacionando a lavagem das mãos com a atividade desenvolvida,
os autores notaram que apenas em 65% das vezes as mãos são
lavadas antes do atendimento ao paciente, mas este índice
chega a 80% nos pacientes cirúrgicos e 100% nos imunocomprometidos.
Em relação a antes da manipulação dos
procedimentos invasivos as mãos são lavadas apenas
50% das vezes em que vai ser tocado um cateter urinário,
67% uma veia periférica e 87% os demais procedimentos. Após
o contato, nestas situações, as mãos são
lavadas nas seguintes oportunidades: fluídos corpóreos
(94%); secreções e excretas (85%); sangue (84%); membranas
mucosas (83%) e objetos contaminados (79%).
Comentando estes achados os autores destacaram, fruto do contínuo
programa de treinamento, a alta complacência para a lavagem
das mãos observada na instituição, em relação
ao relatado em literatura, na qual raramente ela excede 40% das
oportunidades. Outro dado interessante é que a enfermagem
lava mais as mãos aparentemente não por causa de sua
profissão, mas sim devido a serem do sexo feminino, pois
esta superioridade desaparece quando seus hábitos são
comparados com o das médicas. De uma maneira geral, os profissionais
de saúde lavam suas mãos mais após que antes
dos cuidados prestados. A maior carga de trabalho observado pela
manhã, talvez reflita na menor incidência de lavagem
das mãos neste período de trabalho. A duração
da lavagem das mãos foi realizada por tempo inadequado na
maioria das vezes. O emprego de soluções alcoólicas
poderá reduzir o tempo gasto na lavagem das mãos.
Fonte: Shafir R, Teitler N, Lavi I and Raz R. High-level handwashing
compliance in a community teaching hospital: a challenge that can
be met! Journal Hosp Infect (2001) 49: 55-58.
Resumido
por: Antonio Tadeu Fernandes.

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