cap. 80
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Infecção do sítio cirúrgico e cálculo do índice de risco pela metodologia NNIS: aprimoramento (editorial)

 

Robert Gaynes escreveu em editorial da revista Infection Control and Hospital Epidemiology de maio 2.001 reflexões a partir de um artigo publicado no mesmo número de sua revista (resumo também disponível em nossa homepage) avaliando a adequação da metodologia NNIS em hospital universitário brasileiro para predição do risco infeccioso nestes pacientes, propondo adaptações na metodologia.

No editorial ele cita a importância da vigilância de infecções do sítio cirúrgico com divulgação dos resultados para as respectivas equipes. O índice especificamente criado para avaliar o risco cirúrgico há 10 anos pelo NNIS pode sofrer conseqüências de evoluções tecnológicas e do próprio aumento de procedimentos realizados em regime ambulatorial. Os autores calcularam um novo tempo de corte para considerar um procedimento cirúrgico prolongado, a partir de seus próprios dados, e este novo índice foi mais preditivo de infecção que o tradicional. A partir desta constatação Gaynes faz uma análise crítica do componente cirúrgico, colocando inúmeras questões, ainda sem resposta.

Será que os limitados fatores de risco estudados na metodologia original têm a mesma importância em todos os procedimentos estudados? O emprego de uma análise multivariada não poderia dar novas alternativas? A grande variabilidade na capacidade de se identificar infecções hospitalares pós alta do paciente não pode interferir significativamente nos resultados obtidos? Um único estudo em uma única instituição serão representativos o suficiente para delinear fatores de risco? O método recentemente desenvolvido (Standardized Infection Ratio) comparando as infecções esperadas, a partir de modelos agregados, com o realmente obtido, será uma alternativa? Teremos que desenvolver novos modelos que incluam riscos específicos por procedimento, análise multivariada dos fatores de risco, aliado a métodos mais eficientes de buscas de caso, principalmente pós alta?

Conclui o autor no final: "embora a direção pareça ser clara, as respostas ainda não".

Fonte: Surgical-site infections (SSI) and the NNIS basic SSI risk index, part II: room for improvement. Infect Control Hosp Epidemiol, 2.001. 22(5): 266-267.

Resumido por: Antonio Tadeu Fernandes.

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