cap. 86
 ___________

Painel de especialistas em terapia intensiva define seis regras fundamentais para conter a resistência microbiana

Durante o 30th International Educational and Scientific Symposium of the Society of Critical Care Medicine, realizado em fevereiro de 2.001 em San Francisco, Califórnia, médicos intensivistas demonstraram grande preocupação com o nível de resistência microbiana encontrado em suas unidades.

Os profissionais participantes destacaram cepas de Acinetobacter resistentes a praticamente todos os antibióticos comercialmente disponíveis e que se disseminam rapidamente por todas UTIs do mundo. De acordo com as discussões, só nos Estados Unidos são realizadas mais de 80 milhões de prescrições com antimicrobianos, das quais aproximadamente a metade pode ser desnecessária. Isto promove uma pressão seletiva em favor das cepas resistentes, por lise direta ou por transmissão de genes de resistência. O problema assume maiores proporções quando se recorda que as infecções bacterianas são a principal causa de óbito nas UTIs. Este drama seria menor se a cada prescrição, o médico pensasse não somente no espectro da droga, mas também na possibilidade da pressão seletiva, sempre maior nos antibióticos de maior espectro.

Foram elaboradas seis regras fundamentais para se conter a resistência microbiana:

  1. Empregar medidas preventivas: desenvolver e prescrever vacinas, além de reduzir o uso de procedimentos invasivos, para prevenir infecções.
  2. Aprimorar o diagnóstico: aprimorar a identificação do agente etiológico para direcionar a terapêutica
  3. Otimizar o tratamento empírico: tratar o paciente com o agente mais efetivo contra os microrganismos mais prováveis. Quanto mais informação estiver disponível, provavelmente mais específico será o tratamento.
  4. Prescrever com responsabilidade: prescrever antibiótico só quando necessário, na dose e duração correta. Quando possível optar por drogas de espectro mais estreito.
  5. Seguir as medidas higiênicas para prevenção da contaminação: lavar as mãos, utilizar luvas e aventais e outros mecanismos de proteção, sempre que recomendados.
  6. Educar o paciente e seus familiares: informar o paciente para seguir as recomendações da prescrição médica e evitar auto-medicação, principalmente se envolver antibióticos.

Resumido por: Antonio Tadeu Fernandes.

imprima esta página

 

 

Edições Anteriores - Notícias e Destaques