cap. 83
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Características das CCIHs dos hospitais participantes do projeto NNIS

 

O NNIS é um grande sistema de monitoração de infecções hospitalares em hospitais dos Estados Unidos. Este trabalho compara hospitais NNIS com hospitais com 100 leitos ou mais e seus programas de controle de infecção.
Em geral os hospitais NNIS tendem a ter mais leitos que a média dos hospitais comparados, são afiliados a centros acadêmicos e possuem boas Unidades de Terapia Intensiva. Os profissionais de CCIH gastam a maior parte de seu tempo com pacientes hospitalizados. Ainda, 40% do tempo dos profissionais de CCIH é diluído em outros setores e atividades como Home Care, pacientes cirúrgicos externos, unidades de cuidados fora do hospital, administração da qualidade hospitalar além de outras atividades clínicas ou administrativas.
O sistema NNIS é um sistema nacional amplo de mensuração de infecção hospitalar que tem crescido consideravelmente desde sua criação. A participação no sistema NNIS é limitada a hospitais com 100 leitos ou mais que satisfaçam o mínimo requerido para uma equipe de controle de infecção hospitalar, ou seja, no mínimo um profissional com dedicação exclusiva de 8 horas, para cada 100 leitos e 1 adicional para cada 250 leitos. Este estudo foi conduzido para melhor entendimento da composição e representatividade do NNIS, incluindo características dos hospitais NNIS e atividades dos profissionais de CCIH.
Em março de 1999 foi realizada uma primeira inspeção aos hospitais através de correspondência com preenchimento de questionários que continham questões sobre características do hospital, UTI e atividades dos profissionais de CCIH. Após este contato os hospitais que não responderam foram contatados por telefone ou e-mail e uma segunda correspondência foi enviada quando necessário. Os dados foram enviados ao CDC onde foram tabulados e as estatísticas descritivas dos hospitais foram comparadas
Foram inspecionados 229 (81%) de 280 hospitais NNIS, sendo na sua grande maioria hospitais médico-cirúrgicos, 195 (86%), com 40 (6%) hospitais infantis ou maternidades. A maioria dos hospitais (58%) eram centros médicos acadêmicos e possuíam serviços altamente especializados.
Comparando os hospitais NNIS com os demais a média no número de leitos foi de 360 e 210 respectivamente e o número de admissões de 239 e 133 pacientes respectivamente. A maioria 227(95%) dos hospitais possuía UTI em número de 1 a 3, sendo mais freqüente a UTI cirúrgica, seguida pela coronariana e neonatal, com uma média de leitos de 38.
O número médio de profissionais de CCIH em hospitais NNIS foi 2, com uma média de horas de 37 semanais. De 229 hospitais, 127 (55%) retornaram informações completas das atividades da CCIH, sendo estas, em sua maioria realizadas em alas de internação hospitalar. Hospitais NNIS relataram atividades dos profissionais de controle de infecção em serviços externos; em Home Care 32/127 = 25%; pacientes cirúrgicos no pós alta 58/127 = 42% e instalações para pacientes crônicos 42/127 = 33%. Profissionais de CCIH relataram atividades fora da CCIH como profissionais assistenciais 62/127 = 49%; gerente de qualidade 66/127 = 52% e atividades administrativas 88/127 = 69%.
Os resultados deste estudo sugerem que os hospitais NNIS tendem a ser superiores em tamanho e especialização, possuindo distribuição numérica equivalente a dos demais hospitais por região do país. Os hospitais NNIS têm substancialmente mais profissionais de controle de infecção que os demais.
O sucesso nas atividades de controle de infecção em hospitais NNIS necessita que a CCIH seja multiprofissional, desenvolva e implemente intervenções e dissemine os dados coletados. Eventos adversos no cuidado como medicações erradas e iatrogenias cirúrgicas poderiam também necessitar de monitorização substancial para melhorar a segurança do paciente. O desafio seria desenvolver e implementar ferramentas para compilar e monitorar estes dados enquanto esforços progridem na capacidade de treinar profissionais para responderem efetivamente quando problemas com a segurança do paciente são identificados.

Fonte: Richards C., Emori G., Edwards J., Fridkin S. et al. Characteristics of Hospital and Infectiom Control Professionals Participating in the National Nosocomial Infections Surveillance System 1999. Am J Infect Control. Vol 29 (6): 255-261, 2001.

Resumido por: Cristiane Schmitt.

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